- Localizada em Pasárgada, no Irã, a Tumba de Ciro, o Grande tem 11 metros de altura e é feita de calcário branco.
- Foi erguida por volta de 530 a.C. e tem uma base escalonada de seis níveis com um sistema de isolamento sísmico de base.
- A técnica envolve blocos de calcário conectados por grampos de chumbo e ferro, além de camadas de seixos lisos sob a fundação para absorver impactos.
- A tumba resistiu a mais de 2.500 anos de abalos, invasões e intempéries; Alexandre, o Grande, visitou o local e ordenou sua restauração.
- O conceito de isolamento de base utilizado inspira práticas modernas de engenharia em estruturas de alto risco e faz parte do patrimônio UNESCO.
A tumba de Ciro, o Grande, localizada em Pasárgada, Irã, tem 11 metros de altura e é feita de blocos de calcário branco. Ainda assim, revela um segredo técnico: o mais antigo isolamento sísmico de base conhecido.
Construída por volta de 530 a.C., a base é escalonada em seis níveis. Grampos de chumbo e ferro unem as camadas, permitindo flexibilidade estrutural diante de abalos. As fundações contêm seixos lisos que ajudam a dissipar vibrações.
Durante um terremoto, o solo treme, mas as camadas deslizam sobre os seixos. Esse movimento absorve o choque e evita o colapso da estrutura no topo, preservando a câmara funerária. O método é considerado uma antecessora das técnicas modernas.
O mausoléu, com telhado de duas águas, evita infiltração de água e aumenta a durabilidade das juntas de calcário branco. Este design simples contrasta com as pirâmides e zigurates da época, priorizando funcionalidade.
O estudo comparativo entre a tumba e edifícios modernos no Japão evidencia a diferença entre absorção de choque e rigidez estrutural. Enquanto a tumba usa deslizamento de pedras, as construções atuais recorrem a amortecedores e concreto armado.
A tumba resistiu a mais de 2.500 anos de abalos, invasões e intempéries. A câmara superior abrigou, segundo relatos históricos, restos do fundador do Império Aquemênida, com rumores de câmara de ouro puro.
Alexandre, o Grande, visitou Pasárgada após conquistar a Pérsia e ordenou a restauração do túmulo. Na era islâmica, moradores locais protegeram o monumento, ganhando o apelido de “Tumba da Mãe de Salomão” para evitar demolição.
O legado persa reforça hoje princípios de engenharia anti-sísmica usados em hospitais e arranha-céus na Califórnia e em Tóquio. O isolamento de base mostra que a estrutura deve ceder diante do tremor, não resistir.
Localizado em um patrimônio UNESCO no Irã, o Túmulo de Ciro, o Grande, é visto como marco da engenharia antiga. O monumento demonstra como a inteligência humana pode transformar adversidades naturais em proteção duradoura.
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