- Afta que não cicatriza em até 15 dias pode indicar câncer de boca ou orofaringe; o diagnóstico precoce é crucial.
- Tabagismo e consumo excessivo de álcool continuam sendo fatores de risco relevantes.
- O vírus HPV também é um fator, especialmente em pacientes mais jovens e não fumantes.
- Sinais de alerta incluem manchas brancas ou vermelhas na língua ou gengiva, caroços, dificuldade para engolir e rouquidão persistente.
- O diagnóstico rápido aumenta as chances de cura acima de 80% e evita tratamentos mais invasivos; consultas regulares ao dentista e ao médico são importantes.
Em alerta sobre sinais de alerta na mucosa oral, especialistas destacam que aftas que não somem em duas semanas podem indicar problemas mais graves. O tema ganhou relevância após o aumento de casos de câncer de boca e orofaringe no Brasil, segundo médicos da área.
O oncologista Fernando Zamprogno e Silva, da Kora Saúde, explica que qualquer ferida na boca, língua ou gengiva que não cicatriza em até 15 dias deve ser avaliada. A doença costuma ser indolor nas fases iniciais, o que pode levar o paciente a subestimar o problema.
Entre os fatores de risco, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool permanecem relevantes, pois favorecem a entrada de toxinas nas células. Há também um novo foco: o vírus HPV, que tem alterado o perfil dos pacientes, com crescimento de casos em pessoas mais jovens e não fumantes, segundo o oncologista.
Sinais de alerta para observar no espelho
O autoexame é fundamental para detectar alterações precocemente. Além das feridas persistentes, o corpo pode indicar outros indicativos importantes:
- manchas coloridas na língua ou gengiva;
- caroços no pescoço ou áreas endurecidas nos lábios;
- dificuldade ao engolir ou sensação de algo preso na garganta;
- mudança na voz, com rouquidão persistente.
Diagnóstico rápido e tratamento
O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura, que ficam acima de 80% quando a doença é identificada no início. O câncer de boca é tratável quando detectado cedo, reduzindo a necessidade de procedimentos invasivos e preservando funções como a fala.
Consultas regulares a dentistas e médicos são ferramentas essenciais de prevenção. O acompanhamento contínuo pode salvar vidas.
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