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Alguns animais impressionam com sons altos e comportamento barulhento

Peixe de apenas 12 mm produz mais de 140 decibéis, destacando que ruídos extremos ocorrem em várias espécies, de camarão pistola a cachalote

Pesquisadores identificaram um peixe minúsculo, com cerca de 12 mm, capaz de produzir sons acima de 140 decibéis. A intensidade equivale ao ruído percebido por alguém a 100 metros de um avião decolando, semelhante também ao barulho de um tiro ou de uma britadeira.
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  • Peixe minúsculo, com cerca de 12 mm, produz sons acima de 140 decibéis, equivalente ao ruído de um avião decolando a 100 metros.
  • Cachalote emite som de até 230 decibéis, usado para localização, em duração muito curta.
  • Camarão pistola chega a 218 decibéis, gerando uma bolha de pressão que pode matar presas próximas.
  • Cigarra atinge até 120 decibéis, com a cantoria masculina para reprodução e defesa.
  • Kakapo, ave raramente vista, registra 132 decibéis e pode ser ouvido a vários quilômetros de distância.

Pesquisadores identificaram um peixe de apenas 12 mm capaz de emitir sons superiores a 140 decibéis. A intensidade é equivalente ao ruído ouvido a 100 metros de um avião decolando, semelhante ao barulho de um tiro ou de uma britadeira.

O achado destaca o papel da sonoridade na comunicação entre peixes e na disputa entre machos. O estudo aponta que esse ruído extreme pode servir tanto para comunicação quanto para confronto territorial.

Esse peixe, da espécie Danionella cerebrum, foi descrito em 2021 e vive em riachos da Birmânia e da Índia. Cientistas acreditam que o barulho facilita a interação entre indivíduos.

Outros animais notoriamente barulhentos

Cachalote — o som chega a 230 decibéis, utilizado para localização. O ruído é rápido, dura 30 milésimos de segundo e pode equivaler ao disparo de uma arma a curta distância.

Camarão pistola — emite estalos de até 218 decibéis durante a captura da presa. A explosão sonora cria uma bolha de pressão que paralisa ou mata presas próximas.

Cigarra — o barulho pode chegar a 120 decibéis. Machos produzem a cantoria para reprodução e defesa, com som originado no abdômen.

Kakapo — o rugido chega a 132 decibéis e pode ser ouvido a quilômetros de distância. São aves noturnas da Nova Zelândia, de voo não prometido.

Macaco Bugio — os uivos atingem até 128 decibéis e podem ser ouvidos a cerca de 5 km. Os sinais servem para localização, disputa de território e comunicação.

Elefante — ruídos de trombeta ajudam na comunicação entre indivíduos. Esses sons são comuns em contextos de convívio social, migração e defesa.

Lobo Cinzento — uivos entre 90 e 115 decibéis podem ser ouvidos a até 190 km. Os chamados ajudam a coordenar alcateias e sinalizar presença.

Hiena — sons até 112 decibéis lembram risada, mas a função envolve caça, comunicação e cooperação diante de predadores.

Leão — rugidos podem chegar a 114 decibéis, usados para demarcar território e atrair fêmeas. A performance vocal revela domínio territorial.

Elefantes, lobos, hienas, leões e outros exemplos ilustram como, entre espécies, o barulho atua em comunicação, defesa de território e interação social, muitas vezes sem relação direta com a audição humana.

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