- Bolsa de “couro de T-Rex desenvolvido em laboratório” deve ser leiloada em Paris no dia 11 de junho, criada pela marca polonesa Enfin Levé e apresentada em Amsterdã.
- Material é tema central: couro cultivado em laboratório, baseado em dados de proteínas de dinossauro obtidos em Montana e complementado com IA.
- Modelo de produção usa uma proteína de frango como estrutura, o que, segundo especialistas, torna a composição mais parecida com frango do que com dinossauro.
- Paleontólogos destacam ceticismo sobre a origem dos tecidos: proteínas de dinossauros são controversas e o debater sobre sua preservação continua.
- Os produtores dizem que o couro cultivado ainda não conquistou o setor de luxo; o projeto busca explorar abordagens radicais para material biotecnológico.
Bolsa anunciada como feita de couro de Tiranossauro rex será leiloada em Paris no dia 11 de junho, após ser apresentada em Amsterdã, ao lado de um esqueleto de dinossauro. Material alegadamente cultivado em laboratório, criado pela marca polonesa Enfin Levé, desperta dúvidas entre cientistas sobre a origem real do couro.
A discussão gira em torno do que significa couro de T-Rex. A ideia usa dados de descobertas antigas sobre proteínas, mas a ciência aponta limitações claras para preservar material de dinossauros há dezenas de milhões de anos. A origem do material permanece contestada por especialistas.
Debate científico sobre proteínas de dinossauros
Pesquisadores questionam se restos de tecidos mole observados em fósseis de T-Rex são autênticos ou resultado de contaminação bacteriana. A comunidade científica continua dividida, com ceticismo sobre a presença de proteínas preservadas ao longo de milhões de anos.
Como o couro foi produzido
Para a bolsa, fragmentos de proteína foram usados como base e completados com inteligência artificial. Uma proteína de frango estruturou o material, já que aves são parentes evolutivos próximos dos dinossauros. Mesmo assim, parte da sequência é de origem avícola.
Perspectivas do mercado de luxo
Os criadores destacam que o couro cultivado ainda não convenceu o setor de luxo. Mesmo com a aposta no T-Rex, especialistas lembram que o material pode ser mais próximo de frango do que de um dinossauro, gerando perguntas sobre autenticidade.
Fonte e posicionamento dos envolvidos
Os criadores afirmam que a pesquisa biomolecular pode ampliar o entendimento sobre o passado, independentemente de a peça conter material de dinossauro. O projeto envolve a The Organoid Company e a agência VML, entre outros parceiros.
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