- Em Istambul, no ECO 2026, estudo Step Up comparou semaglutida semanal de 7,2 mg, 2,4 mg e placebo em 1.407 adultos com IMC igual ou superior a trinta sem diabetes tipo 2, com meta de perda de peso e adesão a 500 calorias diárias e 150 minutos de atividade semanal.
- Após setenta e dois weeks de tratamento, o grupo com 7,2 mg apresentou redução média de 20,7% do peso corporal, versus 17,5% com 2,4 mg e 2,4% no placebo.
- A meta de perda sustentada de 15% ocorreu na semana 32 com a dose alta; as metas de 20% e 25% foram alcançadas oito semanas antes, em comparação com a dose de 2,4 mg.
- Entre os que usaram 7,2 mg, 71,9% mantiveram ao menos 15% de perda de peso, 51,7% permaneceram com redução acima de 20% e 33,9% ficaram acima de 25%; para 2,4 mg foram 58%, 36,8% e 17,8%, respectivamente; no grupo placebo, poucos atingiram perdas expressivas.
- Os autores destacam que obesidade é doença crônica e exige tratamento contínuo e holístico, e ressaltam limitações da análise, como definição não padronizada de manutenção de peso e dados apenas durante o período de uso do medicamento.
O estudo Step Up, apresentado no Congresso Europeu de Obesidade (ECO 2026) em Istambul, avaliou doses de semaglutida para obesidade. A comparação envolveu 7,2 mg vs 2,4 mg e placebo, todos com orientação de reduzir 500 calorias diárias e prática de 150 minutos semanais de atividade física. A pesquisa foi financiada pela Novo Nordisk, fabricante do medicamento Wegovy.
Participaram do estudo 1.407 adultos com IMC igual ou superior a 30 kg/m², sem diabetes tipo 2. O objetivo foi verificar o tempo para atingir metas de emagrecimento de 5% a 25% do peso corporal e a manutenção dessas reduções durante o tratamento. A dose semanal de 7,2 mg mostrou maior eficácia ao longo de 72 semanas.
Após 72 semanas, a redução média de peso foi de 20,7% no grupo que recebeu 7,2 mg, 17,5% no grupo de 2,4 mg e 2,4% no grupo placebo. A diferença entre as doses foi estatisticamente significativa, destacando o benefício da dose mais alta para perdas de peso maiores.
Perda de peso sustentada
A análise concentrou-se em perdas de peso sustentadas até a semana 72, definidas por manter a meta com variação de até 3%. Atingir 15% de redução ocorreu mais rapidamente com 7,2 mg, na semana 32. Metas de 20% e 25% foram alcançadas oito semanas antes com a dose alta.
Entre os participantes, 71,9% do grupo 7,2 mg manteve ao menos 15% de redução, 51,7% conservaram mais de 20% e 33,9% permaneceram acima de 25%. Já no grupo 2,4 mg, esses percentuais foram 58%, 36,8% e 17,8%, respectivamente. No grupo placebo, pouca gente atingiu reduções expressivas.
Implicações e contexto clínico
Os autores ressaltam que a obesidade é uma doença crônica que exige tratamento contínuo e holístico. O estudo destaca que respostas rápidas nem sempre preveem resultados a longo prazo e que o manejo médico é essencial para manter os ganhos alcançados com GLP-1.
Especialistas enfatizam que os agonistas do GLP-1 devem ser usados dentro de um plano abrangente, com avaliação de função renal e hepática, além de monitoramento de massa muscular. O uso inadequado fora de indicações médicas pode trazer riscos à saúde.
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