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Endemia, epidemia e pandemia: entenda as diferenças de forma simples

Endemia, epidemia e pandemia definem padrões de transmissão, não o nível de perigo, e destacam a cooperação entre sistemas de saúde globais

Mundo viveu a pandemia de covid em 2020
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  • Endemia, epidemia e pandemia descrevem padrões de transmissão, não o nível de perigo de uma doença.
  • Endemia é quando a doença ocorre de forma constante em certas regiões, com número de casos relativamente estável ao longo do tempo; malária é um exemplo.
  • Epidemia ocorre quando o número de casos em uma região ultrapassa o esperado; pode acontecer por mutação que aumenta a transmissão ou por doença recém‑introduzida na área.
  • Pandemia é a disseminação de uma doença entre vários países e continentes, exigindo cooperação entre sistemas de saúde; exemplos históricos incluem a gripe de 1918 e a H1N1 de 2009.
  • Há uso metafórico de epidemia para problemas não transmissíveis, como “epidemia de diabetes” ou de opioides, sem envolver transmissão entre pessoas.

O texto explica a diferença entre endemia, epidemia e pandemia, termos usados na transmissão de doenças. Eles descrevem padrões de disseminação, não o grau de perigo de um vírus. O objetivo é esclarecer conceitos usados com frequência após a covid-19.

Segundo a prática epidemiológica, endemia é a presença constante de uma doença em uma região, com número de casos estável ao longo do tempo. Exemplo clássico: malária, comum em áreas tropicais.

Quando os casos numa região excedem o nível esperado, fala-se em epidemia. O fenômeno pode ocorrer com mudanças na virulência de um patógeno ou com introdução de uma doença previamente ausente na localidade.

A pandemia ocorre quando a doença se dissemina entre países e continentes. Nesse regime, a cooperação entre sistemas de saúde é essencial. A OMS e o CDC associam pandemias a novos patógenos ou vírus com baixa imunidade coletiva.

Embora uma pandemia envolva alta transmissão, o risco de gravidade varia com o patógeno e o estado de saúde dos indivíduos. A gripe ilustra esse formato, com eventos históricos como a gripe de 1918 e a H1N1 de 2009.

Parte das doenças também é descrita de forma metafórica, como “epidemia de diabetes” ou “epidemia de opioides”, para indicar necessidade de ações públicas, ainda que não haja transmissão entre pessoas.

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