- Estudo internacional publicado na revista The Lancet comparou dois stents farmacológicos em pacientes diabéticos submetidos à angioplastia, envolvendo mais de 3 mil participantes em 74 centros de 16 países.
- O stent Abluminus DES+ teve taxa de falha de 9,7% e o XIENCE, 6,2% em dois anos, não atingindo o objetivo de não inferioridade em relação ao padrão-ouro.
- Os desfechos primários incluíram necessidade de nova cirurgia de desobstrução da mesma artéria e falha da lesão-alvo (morte cardiovascular, infarto ou retratínio do procedimento).
- Em 1 ano, houve 7,5% de revascularização e 9% de falha da lesão-alvo com Abluminus DES+, sem diferenças significativas de mortalidade entre os grupos.
- Os autores ressaltam que, mesmo com tecnologia avançada, os resultados a longo prazo para diabéticos continuam aquém do ideal, indicando a necessidade de novas inovações no design dos stents e nos medicamentos.
Um estudo internacional, publicado na Lancet, avaliou dois stents farmacológicos em pacientes diabéticos submetidos à angioplastia. O objetivo foi comparar Abluminus DES+ com o stent XIENCE, padrão-ouro, em dois anos de acompanhamento.
Participaram mais de 3 mil pacientes com diabetes tipo 1 ou 2, em 74 centros de 16 países da Europa, América do Sul e Ásia. O estudo integrou o projeto Ability Diabetes Global, o maior ensaio clínico multicêntrico do gênero.
O que foi avaliado
O pesquisador principal ressalta que o Abluminus DES+ usa sirolimus com polímero biodegradável na superfície do stent e no balão. O XIENCE utiliza everolimus, utilizado como referência há quase duas décadas.
Resultados e interpretação
Em dois anos, a taxa de falha foi 9,7% com Abluminus DES+ frente a 6,2% com XIENCE. A diferença não atingiu o objetivo de não inferioridade. Não houve ganho significativo em mortalidade cardiovascular ou por todas as causas.
Contexto clínico
Os resultados indicam que, apesar do avanço tecnológico, a qualidade de vida de pacientes diabéticos com doença arterial coronariana permanece desafiadora. O estudo sugere continuidade de pesquisas para reduzir eventos adversos no longo prazo.
Perspectivas
Especialistas defendem ampliar inovações no design de dispositivos e no arsenal farmacológico. Mesmo com tecnologias avançadas, o diabetes continua associando risco elevado de infartos e óbitos em pacientes com doença cardíaca.
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