- O método usa mosquitos Aedes aegypti infectados com Wolbachia, bacterium que bloqueia a transmissão da dengue; os mosquitos são criados na biofábrica de Curitiba e liberados em cidades.
- Desde 2011, a técnica é associada a cerca de 6 milhões de pessoas protegidas no Brasil; em Niterói, houve queda de 89% nos casos de dengue e, em Campo Grande, 63%.
- A biofábrica foi inaugurada em 2025 com apoio da Fiocruz e da ONG World Mosquito Program, e hoje emprega cerca de setenta profissionais.
- A expansão enfrenta desafios técnicos, operacionais, logísticos e financeiros; o Ministério da Saúde projeta instalar a técnica em 54 municípios em 2026, chegando a 70 até o fim do ano.
- O Rio de Janeiro enfrentou falhas de implementação, descoordenação institucional e violência em comunidades, dificultando o uso de larvicidas que prejudicam os mosquitos com Wolbachia.
Quase houve avanço, mas o caminho é longo. O método envolve mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, que reduz a transmissão da dengue. A biofábrica opera em Curitiba, com apoio da Fiocruz e da ONG World Mosquito Program.
O pesquisador Luciano Moreira, 59, coordena a iniciativa. Ele destaca que a expansão no Brasil depende de fatores técnicos, operacionais e financeiros, além da aceitação de governos locais. A técnica já mostrou efeito em algumas cidades.
A técnica tem mostrado resultados promissores desde 2011, com impactos significativos em Niterói e Campo Grande, onde houve redução de dengue em 89% e 63%, respectivamente. A ideia é substituir gradualmente a transmissão geracional.
A expansão nacional enfrenta desafios: produção, logística de distribuição de ovos infectados e custos. O Ministério da Saúde prevê atuação em 54 municípios em 2026, chegando a 70 ao fim do ano.
A estratégia envolve enviar ovos produzidos em Curitiba para centros municipais, onde são chocados e liberados. Inicialmente, a demanda pelo Ministério da Saúde não atingiu o ritmo esperado, levando à redução parcial da produção.
Especialistas ressaltam a urgência de ampliar a cobertura para reduzir casos. A pesquisadora Ludimila Raupp alerta para falhas em implementação no Rio de Janeiro, associadas a uso excessivo de larvicidas e à violência em áreas de risco.
Desafios estratégicos giram em torno de alinhamento institucional, financiamento e continuidade de esforços. O governo federal reconhece o método como medida de saúde, mas ainda demanda tempo para ampliação efetiva.
No cenário global, a abordagem Wolbachia já foi testada em cerca de 15 países. No Brasil, a expectativa é que a técnica complemente ações de vacinação e outras estratégias de controle da dengue.
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