- O Dia Mundial de Conscientização sobre a fibromialgia é celebrado em doze de maio, destacando os desafios da doença crônica.
- Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a fibromialgia atinge de dois vírgula cinco por cento a três por cento da população mundial, com dores generalizadas, fadiga intensa e distúrbios do sono.
- O diagnóstico é difícil e não há exame específico; é feito pela avaliação clínica e pelo descarte de outras doenças infecciosas, metabólicas e inflamatórias.
- A dor é musculoesquelética, contínua e espalhada, sem sinais como calor, vermelhidão ou inchaço; pode incluir agulhamento, hipersensibilidade ao toque e piora à noite.
- O tratamento não tem cura, mas pode controlar os sintomas por meio de acompanhamento médico, mudanças no estilo de vida, saúde emocional, higiene do sono, exercícios físicos e, se necessário, medicações.
O Dia Mundial de Conscientização sobre a Fibromialgia é celebrado nesta terça-feira, 12 de maio, para destacar uma condição ainda cercada por dúvidas, diagnósticos tardios e sintomas nem sempre aceitos. A Sociedade Brasileira de Reumatologia aponta que a fibromialgia afeta cerca de 2,5% a 3% da população mundial e se manifesta por dores generalizadas, fadiga intensa e distúrbios do sono.
Uma médica brasileira explica que um dos grandes desafios é o diagnóstico. A demora ocorre porque a dor pode surgir de forma leve, evoluir gradualmente e simular sinais de outras doenças, o que dificulta a identificação precoce. O diagnóstico não conta com um exame específico; depende da avaliação clínica e da exclusão de outras condições.
A fibromialgia é caracterizada por dores musculoesqueléticas que atingem músculos, tendões e articulações, de maneira contínua e espalhada. Diferente de infecções ou inflamações, não costuma apresentar sinais como calor, vermelhidão ou inchaço nas regiões doloridas, e o desconforto pode incluir sensação de agulhamento e hipersensibilidade ao toque, com piora à noite.
A profissional entrevistada esclarece que, além da dor, a fibromialgia costuma trazer fadiga crônica, distúrbios do sono, alterações de humor, cefaleias e alterações intestinais. A condição está associada a alterações na forma como o sistema nervoso processa a dor, incluindo mudanças nos mediadores da dor no Sistema Nervoso Central e nas vias dopaminérgicas.
Como identificar a dor da fibromialgia
O quadro envolve dor musculoesquelética persistente e difusa, sem sinais inflamatórios típicos como calor ou inchaço. O sono frequentemente é superficial e fragmentado, o que agrava o cansaço e reduz a qualidade de vida. Além disso, muitos pacientes relatam irritabilidade emocional, ansiedade e dificuldades funcionais.
Caminhos de tratamento e manejo
Apesar da ausência de cura, a fibromialgia pode ser controlada com acompanhamento médico adequado e mudanças no estilo de vida. O foco é manter a saúde emocional estável, com atenção a humor, ansiedade e depressão, aliada a higiene do sono e à prática regular de exercícios físicos.
Medicamentos podem ser utilizados como suporte para controlar a dor e evitar a cronificação dos sintomas, desde que acompanhados por profissionais. O objetivo é reduzir picos dolorosos agudos e melhorar a percepção de bem-estar ao longo do tempo.
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