- A OMS afirmou que não há sinais de surto maior de hantavírus, mas casos futuros não podem ser descartados devido ao longo período de incubação.
- As declarações foram dadas em Madri, ao lado do premiê espanhol Pedro Sánchez, nesta terça-feira.
- A organização recomenda quarentena de quarenta e dois dias e monitoramento de contatos de alto risco entre 10 de maio e 21 de junho; os EUA discordam de impor quarentena.
- São nove casos confirmados da cepa Andes e dois suspeitos; entre os confirmados há um espanhol, um americano e uma francesa.
- O navio MV Hondius registrou três mortes desde o início do surto; a repatriação de mais de cento e vinte passageiros ocorreu em Tenerife e o navio deve chegar aos Países Baixos até 17 de maio.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou em Madri que não há sinal de início de um surto maior de hantavírus, mas não descarta novos casos. A declaração foi dada ao lado do premiê espanhol Pedro Sánchez.
Segundo Tedros, a situação pode mudar, já que o vírus tem um longo período de incubação. Ele ressaltou a necessidade de monitoramento constante e de seguir as diretrizes da OMS para cortes de transmissão.
A OMS recomenda quarentena de 42 dias e monitoramento de contatos de alto risco a partir de 10 de maio, com prazo até 21 de junho. A organização enfatiza que os vírus não conhecem fronteiras.
Os EUA discordaram de alguns itens da orientação. O CDC informou que passageiros do Hondius não devem, necessariamente, ficar em quarentena. Tedros citou soberania nacional, dizendo que a OMS não pode compelir adesão.
Segundo a Reuters, há nove casos confirmados da cepa Andes no hantavírus e dois suspeitos. Um falecimentou antes de testarem e outro em Tristão da Cunha, onde não há testes disponíveis. Três passageiros morreram.
Entre os confirmados estão um espanhol, um americano e uma francesa. O espanhol permanece estável, com febre e sintomas leves, em quarentena num hospital em Madri. O francês está em UTI estável; o americano numa unidade de biocontenção em Nebraska.
O navio MV Hondius já realizou a repatriação de cerca de 120 passageiros e tripulantes de cerca de 20 países, encerrada em Tenerife. A embarcação segue para os Países Baixos com tripulação reduzida, prevista para chegar até 17 de maio. Dois voos pousaram em Eindhoven com 28 pessoas.
O hospital Radboudumc, em Nijmegen, colocou 12 funcionários em quarentena preventiva após manejo de amostras sem protocolo rígido. O hospital informou que o risco de infecção é baixo.
O hantavírus costuma ser transmitido por roedores silvestres, mas a cepa Andes pode ter transmissão entre pessoas em casos raros. Não há vacina nem tratamento específico disponível. A França pediu coordenação mais estreita dos protocolos na UE.
Entre na conversa da comunidade