- Estudo com 376 pacientes nos EUA avaliou a transição de doses injetáveis semanais de GLP‑1 para comprimidos diários de orforglipron, após 72 semanas de tratamento, por um ano.
- Ao fim do período, quem trocou para o comprimido manteve quase 75% do peso perdido com tirzepatida e quase 80% com semaglutida, frente a 49% e 38% no grupo que recebeu placebo.
- A mudança para o formato oral também preservou melhorias de pressão arterial, colesterol e glicose.
- O estudo, apresentado no Congresso Europeu de Obesidade em Istambul e publicado na Nature Medicine, foi financiado pela Eli Lilly, fabricante do Mounjaro.
- Especialistas destacam que comprimidos podem oferecer opção prática e de menor custo para o manejo da obesidade, ainda demandando mais pesquisas.
O que houve: pesquisadores apresentaram dados de um ensaio clínico que indica que uma pílula diária pode ajudar pacientes a manter a perda de peso obtida com medicamentos injetáveis, reduzindo a necessidade de outras medicações ao longo do tempo.
Quem está envolvido: o estudo envolveu 376 pacientes nos EUA que já tinham feito tratamento com tirzepatida (Mounjaro) ou semaglutida (Wegovy) por 72 semanas e, em seguida, passaram a tomar ouforglipron ou um placebo por um ano. O trabalho foi financiado pela Eli Lilly, fabricante de Mounjaro.
Quando e onde: os resultados foram apresentados no European Congress on Obesity 2026, em Istambul, e publicados na Nature Medicine.
Por que importa: a pesquisa sugere que o orforglipron pode ajudar a prevenir mais de 200 doenças associadas à obesidade e a manter boa parte da perda de peso, além de manter melhorias em pressão arterial, colesterol e glicose.
Resultados principais
Quem mudou para a pílula manteve parte significativa da perda de peso: quase 75% do peso obtido com tirzepatide permaneceu reduzido após um ano de orforglipron, versus 49% com placebo.
Para quem usou semaglutida, a manutenção foi de quase 80% da perda de peso, em comparação com 38% do grupo placebo após o mesmo período.
Os efeitos também se estenderam a parâmetros de saúde: as melhorias em pressão arterial, lipídios e glicose permaneceram estáveis entre quem fez a transição para a pílula.
Observações dos especialistas
Autoridades destacam que tratamentos orais podem representar alternativa viável, com menor custo de fabricação em comparação às opções injetáveis, o que impactaria acessibilidade.
Para alguns pesquisadores, os injetáveis ainda mostram maior redução de peso, o que levanta questionamentos sobre equilíbrio entre eficácia e custo a longo prazo.
A equipe ressalta a necessidade de mais estudos para confirmar a durabilidade do ganho com a pílula e para avaliar impactos em diferentes populações.
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