- A rinoplastia passou a combinar estética e função respiratória, com a ABORL-CCF recomendando que o procedimento seja feito por otorrinolaringologista pela especialização em vias aéreas.
- Revisões apontam avanços nas técnicas e destacam que, em 92% dos casos, houve melhora funcional após a cirurgia, além de satisfação com o resultado estético.
- O médico Bruno Hay defende uma abordagem integrada, tratando o nariz como órgão funcional em primeiro plano, não apenas estético.
- O procedimento tem apresentado crescimento global, com aumento de rinoplastias revisionais, exigindo maior experiência para reconstrução estrutural e recuperação da função nasal.
- Entre os problemas funcionais comuns após a rinoplastia estão desvio de septo, hipertrofia de cornetos e insuficiência de válvula nasal, reforçando a importância de avaliação da estrutura e função; em alguns casos, há indicação de combinar com outros procedimentos faciais.
A rinoplastia evoluiu para unir mudanças estéticas e funcionais. Profissionais destacam que a abordagem integrada traz mais precisão no resultado, reduzindo a necessidade de revisões.
Segundo revisão publicada no Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, avanços nas técnicas ao longo de uma década têm fortalecido a relação entre aparência e funcionamento nasal. Em 92% dos casos, houve melhora funcional relatada no pós-operatório.
A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial recomenda que o procedimento seja realizado por otorrinolaringologista, dada a especialização em anatomia nasal e vias aéreas.
O médico Bruno Hay, otorrinolaringologista especializado em rinoplastia, explica que a cirurgia não pode ser tratada apenas como estética. A função respiratória deve ser prioridade, pois a respiração é considerada central para o resultado a longo prazo.
Ele aponta que a visão integrada encara o nariz como parte de um sistema complexo. Quando a função não é priorizada, aumentam os riscos de obstrução nasal, colapso estrutural e resultados artificiais, enquanto a estrutura bem operada precisa ser estável, funcional e natural.
Dados apontados pelo g1 indicam que selfies e videoconferências contribuíram para o aumento da procura por rinoplastia, especialmente durante e após a pandemia. A ISAPS registra crescimento de 27,1% no volume global entre 2020 e 2024.
Para Hay, esse crescimento acompanha o aumento de rinoplastias revisionais, que exigem maior experiência na reconstrução estrutural e na reabilitação da função nasal. Ele enfatiza que redes sociais ampliaram a informação, mas também elevaram expectativas irrealistas.
Entre os efeitos funcionais comuns, ele cita desvio de septo, hipertrofia de cornetos e insuficiência de válvula nasal, fatores que podem comprometer a dinâmica respiratória ao longo do tempo. A avaliação completa da via aérea é essencial.
O especialista reforça que a rinoplastia pode incluir procedimentos adicionais para melhorar a harmonia facial, como combinação com mentoplastia, blefaroplastia ou lifting, desde que haja planejamento que respeite a individualidade do paciente.
Para orientar pacientes, Hay recomenda buscar profissionais com formação sólida, experiência comprovada e visão integrada entre estética e função nasal. A cirurgia exige cuidado, técnica adequada e expectativas realistas.
Mais informações podem ser buscadas junto ao consultório do Dr. Bruno Hay.
Entre na conversa da comunidade