- O surto de hantavírus começou em um navio de cruzeiro holandês e foi reportado à Organização Mundial da Saúde no início deste mês.
- Influenciadores e usuários de X, TikTok e outras plataformas difundem desinformação associando o vírus a práticas de Covid, como efeitos da vacina e cenários de lockdown, sem evidências.
- Pesquisadores apontam que as teorias conspiratórias do COVID ressurgiram e alcançam milhões de visualizações online.
- Especialistas em saúde pública destacam que o hantavírus representa ameaça muito menor que a Covid-19 e que ainda não há vacina amplamente disponível.
- Mesmo com possível controle rápido, há preocupação de que esse ciclo de desinformação prejudique a cooperação pública em futuras emergências de saúde.
O novo surto de hantavírus voltou a atrair desinformação originada na era Covid. Influenciadores e usuários de redes sociais disseminam mensagens falsas sobre o surto, que começou em um cruzeiro holandês e foi comunicado à OMS no início deste mês. A narrativa paginada envolve teorias sobre eleições e vacinas.
Especialistas dizem que o hantavírus, que raramente se transmite de pessoa para pessoa, representa risco menor que a Covid-19. Ainda assim, a onda de desinformação reacende dúvidas públicas sobre respostas de saúde e medidas de cooperação social. Não há vacina amplamente disponível no momento.
O debate online aponta para táticas antigas de desinformação. Pesquisadores que monitoram conteúdo na X, no TikTok e outras plataformas indicam milhões de visualizações. A partir de relatos, a desinformação sugere cenários de lockdowns ou efeitos de vacinas, sem base factual.
A equipe de Yotam Ophir, pesquisador de desinformação na Universidade de Buffalo, aponta que teorias associadas à Covid permaneceram ativas, mesmo após o fim de fases críticas da pandemia. A propagação de conteúdo enganoso pode dificultar futuras respostas de saúde pública.
Autoridades de saúde expressam preocupação com a repercussão dessas mensagens, que podem reduzir a cooperação da população em emergências sanitárias. Mesmo com o controle do surto, o episódio serve como sinal de alerta para a comunicação de riscos e confiança pública.
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