Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Vulcão limpa metano que lançou na atmosfera

Vulcão submarino liberou metano; cinzas e água do mar promovem oxidação na atmosfera, gerando formaldeído e sugerindo freio de emergência ao aquecimento global

Imagem de satélite obtida pelo satélite VIIRS em 16 de janeiro de 2022, às 13h30 UTC, mostrando em azul a nuvem de formaldeído medida pelo TROPOMI. À esquerda, vê-se a costa australiana de Queensland.
0:00
Carregando...
0:00
  • O volcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha’apai explodiu em janeiro de 2022, liberando cinzas, água salgada e metano na atmosfera, e foi observado por satélites até a América do Sul.
  • Estima-se que o erução tenha emitido pelo menos 330 mil toneladas de metano, um gás de efeito estufa relevante para o aquecimento global.
  • Pesquisadores detectaram, com o satélite TROPOMI, uma nuvem de formaldeído que persistiu por dias, indicando que o metano vinha sendo quebrado contínuamente na atmosfera.
  • A hipótese do estudo é que as cinzas, misturadas à água do mar e ao cloreto de sódio, geraram cloro reativo que oxidou o metano, formando formaldeído. Estima-se que aproximadamente 900 toneladas de metano foram oxidadas por dia.
  • A descoberta sugere que processos naturais de remoção de metano podem servir como referência para estratégias futuras de reduzir esse gás na atmosfera, com potencial uso tecnológico sob avaliação.

O vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha’apai liberou cinzas e água salgada durante a erupção de janeiro de 2022, em Tonga. Estudo publicado na Nature aponta que esse evento pode ter acelerado a remoção do metano da atmosfera.

Pesquisadores europeus acompanharam registros do vulcão, que ficou ativo desde dezembro de 2021. A explosão foi mil vezes mais intensa que a de Hiroshima segundo relatos da época, gerando onda de choque, tsunamis e uma coluna de fumaça de 55 km.

A observação central envolveu o monitoramento de gases por meio do TROPOMI, instrumento que detecta compostos na atmosfera. Em dez dias foi possível identificar uma nuvem de formaldeído associada ao metano liberado pelo vulcão.

O que aconteceu e onde ocorreu

O evento ocorreu no Pacífico Sul, a cerca de 65 km da ilha principal de Tonga. A erupção expulsou grandes volumes de cinzas, vapor de água e sal, contribuindo para a formação de uma pluma que atingiu altas altitudes.

Como o fenômeno foi visto

Satélites registraram a coluna de fumaça que ultrapassou a troposfera. Correções técnicas permitiram confirmar a presença de formaldeído na pluma vulcânica, indicando que o metano foi oxidado ao longo de dias.

Implicações científicas

O estudo estima que o vulcão tenha emitido pelo menos 330 mil toneladas de metano em 2022. A reação entre água, cinzas e cloreto de sódio pode ter oxidado cerca de 900 toneladas de metano por dia.

Relevância do achado

A descoberta sugere que cinzas vulcânicas podem contribuir para a remoção de metano da atmosfera, um gás de efeito estufa com papel significativo no aquecimento global. Pesquisadores avaliam possibilidades de uso controlado no futuro.

Observações finais

Especialistas destacam que o fenômeno precisa ser confirmado em outras situações para entender completamente a viabilidade de replicação, sempre considerando a segurança e impactos ambientais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais