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Animal que desafia o envelhecimento inspira avanços em pesquisa de longevidade

Transferência de gene do rato-toupeira-pelado aumenta ácido hialurônico em camundongos, elevando longevidade e saúde com menor inflamação e menos tumores

Rato-toupeira-pelado. — Foto: Wikimedia Commons/Kein keen
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  • Cientistas da Universidade de Rochester transferiram aos camundongos uma versão do gene hyaluronan synthase 2, responsável pela produção de ácido hialurônico de alto peso molecular, ligado à longevidade do rato-toupeira-pelado.
  • Os camundongos modificados apresentaram níveis maiores de ácido hialurônico e demonstraram maior resistência a tumores espontâneos e câncer de pele induzido.
  • Em média, houve ganho de longevidade de cerca de 4,4% e melhoria da saúde ao longo da vida, com redução de inflamação e melhor saúde intestinal.
  • O estudo sugere que mecanismos de longevidade evoluídos em mamíferos podem ser exportados para melhorar a vida de outras espécies, incluindo humanos.
  • Pesquisadores planejam avançar para testar a aplicação em humanos, com foco em moléculas que retardem a degradação do ácido hialurônico.

O grupo de pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, transferiu para camundongos uma versão do gene hyaluronan synthase 2, responsável pela produção de ácido hialurônico de alto peso molecular (HMW-HA). A descoberta revela que esse mecanismo está ligado à longevidade. O estudo foi publicado na Nature.

Os camundongos geneticamente modificados passaram a apresentar níveis mais altos de HMW-HA em tecidos diversos. A intervenção proporcionou maior resistência a tumores espontâneos e a câncer cutâneo induzido quimicamente, além de benefícios na saúde geral.

No conjunto de resultados, a expectativa de vida média aumentou em cerca de 4,4% entre os animais modificados. Também houve melhora na saúde de órgãos e tecidos ao longo do envelhecimento.

A pesquisa sugere que mecanismos evoluídos em espécies de vida longa, como o rato-toupeira-pelado, podem ser exportados para outras espécies de mamíferos. A equipe destaca a importância da evidência de princípio para futuras aplicações.

Os autores ressaltam que a inflamação crônica sofreu redução significativa nos roedores, com melhoria da saúde intestinal e menor desgaste em tecidos. Esses fatores são associados ao envelhecimento saudável.

O estudo aponta caminhos para o desenvolvimento de estratégias que desacelerem o envelhecimento e ampliem a saúde durante a vida. Pesquisadores já exploram moléculas para manter o ácido hialurônico estável em estudos pré-clínicos.

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