- Disfunção erétil atinge 38% dos homens brasileiros entre 18 e 35 anos, segundo levantamento Datafolha em parceria com a Omens, divulgado pela Veja Saúde.
- A publicação aponta aumento da incidência entre jovens; estudos internacionais indicam prevalência em torno de 30% nesse grupo.
- Em até 45 anos, cerca de 75% dos casos são psicogênicos, com relação entre saúde mental e sexual e fatores como ansiedade, estresse e depressão.
- O Dr. Eduardo Miranda destaca que fatores metabólicos, emocionais e estilo de vida influenciam o quadro, e há opções de tratamento que vão de mudanças de hábitos a terapias e medicamentos.
- Alerta sobre uso inadequado de testosterona e de outros fármacos sem acompanhamento médico; o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são importantes para tratar as causas e evitar agravamento.
A disfunção erétil atinge 38% dos homens brasileiros entre 18 e 35 anos, segundo levantamento do Datafolha em parceria com a Omens. A publicação aponta alta incidência entre jovens e similaridade com dados internacionais, próximos a 30%.
Pesquisas indicam que jovens recorrem cada vez mais a medicamentos para disfunção erétil, mesmo sem diagnóstico. Casos relatados em bares de São Paulo destacam fácil acesso e uso em contextos sociais.
Dr. Eduardo Miranda, urologista, aponta duas explicações principais para o aumento: fatores metabólicos e emocionais. A relação entre saúde mental e função sexual é destacada pelo especialista.
Causas e tratamento
A disfunção erétil em jovens costuma ter origem psicogênica em cerca de 75% dos casos até os 45 anos, segundo publicações recebidas pela CNN Brasil. Ansiedade de desempenho, estresse e depressão são causas comuns.
Além disso, uso inadequado de testosterona e outras substâncias sem acompanhamento médico pode desregular o eixo hormonal e piorar o desempenho sexual, segundo o médico.
A ereção depende de equilíbrio entre estímulo, relaxamento e vasculatura. Em contextos de ansiedade ou estresse, a resposta erétil pode ficar comprometida, reforçando um ciclo de medo e piora do quadro.
Acompanhamento e abordagens
O tratamento varia conforme a causa e pode incluir mudanças de estilo de vida, suporte psicológico ou terapia sexual. Em alguns casos, há indicação de fármacos orais ou, de forma restrita, terapias injetáveis.
O médico ressalta que uma única falha não caracteriza doença; a repetição do problema pode exigir avaliação médica, pois pode sinalizar alterações metabólicas, hormonais ou vasculares.
Há orientação para evitar automedicação com medicamentos como tadalafila e sildenafil, especialmente comprados pela internet, que podem mascarar causas mais profundas.
A SBU aponta que a disfunção erétil é comum em adultos a partir dos 40 anos e está associada a doenças como cardiopatias e diabetes. No Brasil, a prevalência nessa faixa é alta, aproximando-se de 50%.
Para mais informações, a comunidade médica recomenda buscar orientação profissional adequada e não recorrer a soluções improvisadas.
Entre na conversa da comunidade