- Estudo da Universidade de Viena, publicado na revista Biological Reviews, aponta que complicações no parto ocorrendem em mamíferos selvagens e domésticos, não sendo exclusivas de humanos.
- A pesquisa analisou espécies como vacas, ovelhas, focas, cervos, baleias, golfinhos e elefantes, entre outras, e mostrou taxas de complicações semelhantes às observadas em humanos sem medicina moderna.
- Filhotes grandes e bem desenvolvidos elevam o risco de parto difícil; por exemplo, zebras podem ter filhotes que ficam em pé poucos minutos após o nascimento, aumentando a chance de obstruções.
- Em diversos grupos, incluindo cervos, antílopes, elefantes e primatas, também há situações em que os filhotes ficam presos durante o parto. Baleias e golfinhos também podem enfrentar complicações.
- Filhotes menores tendem a nascer com mais facilidade, mas ficam mais vulneráveis nos dias iniciais; ninhadas muito grandes ou muito pequenas em cães e porcos elevam o risco de obstruções no canal de parto.
Um estudo da Universidade de Viena, na Áustria, revisa a ideia de que apenas os humanos enfrentam partos de alto risco. A pesquisa, publicada na Biological Reviews, aponta que complicações no nascimento ocorrem também entre mamíferos selvagens e domésticos sob pressão natural.
O trabalho reuniu dados de partos de animais como vacas, ovelhas, focas, cervos, baleias, golfinhos e elefantes. Em várias espécies, as taxas de complicações e mortalidade das fêmeas se aproximam dos valores observados em populações humanas sem acesso à medicina moderna.
A pesquisadora Nicole Grunstra, do Departamento de Biologia Evolutiva, destaca que “o parto difícil não é exclusivo dos humanos”, conforme divulgação do Phys.org.
Filhotes maiores elevam o risco de parto
Espécies que dão à luz filhotes grandes e bem desenvolvidos costumam enfrentar mais dificuldades durante o parto. Zebras, por exemplo, têm filhotes que ficam em pé poucos minutos após o nascimento, o que facilita a sobrevivência, mas aumenta o risco de obstruções no parto.
Outros grupos, como cervos, antílopes, elefantes e primatas, também apresentam essa tendência de maior risco com filhotes desenvolvidos ao nascimento.
Baleias e golfinhos aparecem na lista de espécies em que pode ocorrer o parto com filhotes presos, sinalizando que o desafio não é exclusivo de terrestres.
Por outro lado, filhotes menores tendem a nascer com menos dificuldades, mas ficam mais vulneráveis nos dias iniciais de vida. Em espécies com grandes ninhadas, cães e porcos ilustram novos dilemas: ninhadas muito grandes ou muito pequenas elevam o risco de obstruções.
O estudo ressalta que esses padrões ajudam a explicar por que dificuldades no parto persistem mesmo em populações naturais, sem intervenção humana. Referência: Biological Reviews.
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