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Entidade médica atualiza diretrizes de manejo da dor na fibromialgia

Diretrizes atualizam manejo da fibromialgia, enfatizando monitoramento, uso racional de fármacos e avaliação com FIQR/FSQ; exercício físico continua como pilar do tratamento

Fibromialgia provoca dor generalizada pelo corpo
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  • A Sociedade Brasileira de Reumatologia publicou novas diretrizes para fibromialgia, atualizando as recomendações de 2010 com foco em monitoramento clínico e uso racional de medicamentos.
  • Ferramentas como Revised Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQR) e Fibromyalgia Survey Questionnaire (FSQ) devem ser usadas para avaliar gravidade e resposta ao tratamento.
  • O tratamento continua tendo como pilar o exercício físico, especialmente aeróbico e de baixo impacto, com benefício também de fortalecimento e alongamento; educação do paciente e familiares também é destacada.
  • Na parte farmacológica, permanecem fluoxetina e pregabalina; amitriptilina tem respaldo na literatura, mesmo sem bula específica; ISRS e canabinoides não têm evidência suficiente para recomendação formal.
  • Estima-se que entre 2,5% e 3% da população brasileira tenha fibromialgia, reconhecida por lei como deficiência desde 2025; estresso crônico é o principal gatilho, com maior prevalência entre 20 e 50 anos. O tratamento deve ser individualizado e multidisciplinar.

A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) atualizou as diretrizes para o tratamento da fibromialgia, substituindo as recomendações de 2010. O objetivo é ampliar o monitoramento clínico e promover o uso racional de medicamentos, com base em revisão da literatura publicada neste ano na revista da entidade. A fibromialgia se caracteriza pela dor crônica generalizada, muitas vezes sem lesão periférica explicando o quadro.

O conteúdo enfatiza opções não farmacológicas aliadas à prática clínica. Instrumentos de avaliação, como FIQR e FSQ, devem medir a gravidade da doença e a resposta ao tratamento. O documento ressalta a importância de evidenciar ganhos reais na qualidade de vida dos pacientes por meio de ações estruturadas de manejo.

O foco principal continua sendo a atividade física. Exercícios aeróbicos de baixo impacto são destacados, mas atividades de fortalecimento e alongamento também podem beneficiar. A educação, a participação de familiares e terapias psicológicas aparecem entre as recomendações com maior apoio científico.

Novas diretrizes da SBR

Além da atividade física, a abordagem inclui estratégias que associam prática regular de exercícios a redução do estresse, como tai chi chuan e exergames. Técnicas adicionais incluem acupuntura e neuromodulação, com a expectativa de ampliar opções terapêuticas sem substituir a atividade física.

A publicação reforça que pacientes devem receber orientação para adesão ao tratamento. A neuromodulação, em especial, surge como uma novidade em crescente integração aos cuidados, conforme avaliação clínica. O foco permanece na individualização do cuidado por equipes multiprofissionais.

Uso de medicamentos

Na esfera farmacológica, continuam indicados antidepressivos como fluoxetina e pregabalina, com respaldo da prática clínica. Outras medicações, incluindo amitriptilina, mantêm respaldo na literatura, mesmo sem indicação formal em bula específica para fibromialgia.

Observa-se que novos antidepressivos ISRS e canabinoides não possuem evidência suficiente para recomendação formal. Em termos práticos, não houve mudança radical nas escolhas terapêuticas já utilizadas, mas há maior respaldo para certos tratamentos com base em estudos recentes.

Causas e gatilhos

Estimativas indicam que entre 2,5% e 3% da população brasileira convive com fibromialgia, doença reconhecida por lei como deficiência desde 2025. A etiologia permanece desconhecida, com a fibra de que o sistema nervoso central altera o processamento da dor.

Potenciais fatores incluem predisposição feminina, fatores genéticos e hormonais, ainda sob debate na literatura. O estresse crônico é apontado como gatilho relevante, capaz de modificar a percepção da dor no organismo.

O tratamento recomendado é individualizado e envolve equipes interdisciplinares — médicos, fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas — com ênfase em informação, educação e prática regular de exercícios físicos.

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