Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Fragmentação do bioma brasileiro triplicou nas últimas quatro décadas

Fragmentação da vegetação brasileira cresce mais de três vezes em quarenta anos, elevando risco de extinção local e reduzindo regulação hídrica e clima regional

Amazônia: fragmentação resulta em degradação das espécies (LeoFFreitas/Getty Images)
0:00
Carregando...
0:00
  • Fragmentação da vegetação no Brasil aumentou mais de três vezes nos últimos quarenta anos, elevando a exposição da Mata Nativa.
  • Número de fragmentos passou de 2,7 milhões em 1986 para 7,1 milhões em 2023, aumento de 163%.
  • Em 1986 a área média de um fragmento era de 241 hectares; em 2023 caiu para 77 hectares, queda de 68%.
  • Até 5% da vegetação nativa do país (26,7 milhões de hectares) está em fragmentos menores que 250 hectares, com destaque para a Mata Atlântica (até 28% da vegetação remanescente).
  • Pantanal e Amazônia tiveram os maiores aumentos de área fragmentada (350% e 332%), seguidos pelo Pampa (285%), Cerrado (172%) e Caatinga (90%).

Nos últimos quatro décadas, a fragmentação da vegetação nativa no Brasil aumentou de forma acelerada, segundo estudo inédito do MapBiomas. A pesquisa aponta que o número de áreas fragmentadas cresceu mais de três vezes, elevando a exposição das paisagens à degradação ecológica.

Diferente do desmatamento tradicional, que mede quanto da floresta foi removida, a fragmentação avalia como a vegetação remanescente ficou distribuída. Quanto maior a descontinuidade, maiores os impactos na circulação de animais, dispersão de sementes e fluxo genético entre populações.

A análise também indica que a descontinuidade da cobertura vegetal compromete a regulação hídrica e a estabilidade climática regional, além de tornar as florestas mais vulneráveis a incêndios, secas e ao efeito de borda. Dados apontam que áreas fragmentadas reduzem a resistência desses ecossistemas.

Entre 1986 e 2023, o tamanho médio dos fragmentos caiu de 241 hectares para 77 hectares, uma redução de 68%. O estudo estima que até 5% da vegetação nativa brasileira (26,7 milhões de hectares) encontra-se em fragmentos menores que 250 hectares, com destaque para a Mata Atlântica, onde a parcela atinge até 28% do remanescente (10 milhões de hectares).

Todos os biomas foram impactados. Pantanal e Amazônia apresentaram o maior aumento de fragmentação, com 350% e 332%, respectivamente. Em seguida aparecem Pampa (285%), Cerrado (172%), Caatinga (90%) e Mata Atlântica (68%).

Pelo uso da fragmentação, pela primeira vez, o MapBiomas também calcula a quantidade de fragmentos de vegetação nativa no Brasil: 2,7 milhões em 1986, 7,1 milhões em 2023. O crescimento de 163% indica maior exposição da vegetação à degradação. Os dados são do módulo de Degradação, atualizado recentemente e disponível na plataforma do MapBiomas.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais