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Injeção intravenosa inovadora repara coração danificado de dentro para fora

Biomaterial injetável circulante reduz inflamação e melhora função cardíaca em modelos animais, abrindo caminho para regeneração do tecido cardíaco.

Hidrogel atua na regeneração de tecidos cardíacos. (Foto: Fala Ciência via Gemini)
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  • Pesquisadores desenvolveram um biomaterial injetável à base de hidrogel de matriz extracelular cardíaca que circula no sangue para agir diretamente em tecidos lesionados, com foco em danos após infarto; estudo em animais e publicado na Nature Biomedical Engineering (2022).
  • A inovação usa via intravenosa ou durante procedimentos como angioplastia, alcançando áreas de lesão sem precisar injections diretas no músculo cardíaco.
  • Em testes, o material reduziu inflamação, diminuiu a dilatação do ventrículo esquerdo e melhorou a função de contração, além de ativar genes de reparo tecidual.
  • Benefícios foram observados em modelos de roedores e de porcos, considerados mais próximos da fisiologia humana.
  • Além do coração, há potencial futuro para uso em lesões cerebrais traumáticas, hipertensão arterial pulmonar e outras doenças inflamatórias de difícil acesso; próximos passos incluem testes clínicos em humanos para avaliar segurança e eficácia.

A equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego desenvolveu um biomaterial injetável que circula pelo sangue e atua diretamente em tecidos lesionados, promovendo reparo de dentro para fora. O estudo, publicado na Nature Biomedical Engineering em 2022, usa hidrogel derivado de matriz extracelular cardíaca.

Durante o infarto, o fluxo sanguíneo é interrompido e parte do tecido cardíaco fica danificada, formando uma cicatriz que não se contrai como o músculo original. Esse processo pode levar à insuficiência cardíaca progressiva, e ainda não havia uma terapia amplamente disponível que regenere o tecido cardíaco de forma direta.

O conceito inovador aproveita o sistema circulatório como rota de entrega. O biomaterial pode ser administrado por via intravenosa ou durante procedimentos como angioplastia, alcançando áreas difíceis de acessar após a lesão. Partículas microscópicas percorrem a corrente sanguínea e se acumulam onde há dano tecidual.

Resultados em modelos animais

Em roedores e porcos, os testes mostraram redução da dilatação do ventrículo esquerdo e melhora na função de contração do coração. O material também reduziu a inflamação local e sinais de reparo tecidual ativo foram observados.

A técnica ainda não está disponível para uso humano. Os resultados sugerem que o biomaterial pode, além de chegar ao local lesionado, contribuir para a recuperação funcional do miocárdio em estágios iniciais.

Potencial para outras doenças

Pesquisas indicam aplicabilidade em lesões cerebrais traumáticas, hipertensão arterial pulmonar e outras condições inflamatórias de difícil acesso. A possibilidade de atuar em diversos órgãos surge pela presença de vasos sanguíneos em praticamente todos os tecidos.

Próximos passos

A pesquisa avança para ensaios clínicos em humanos, visando avaliar segurança, eficácia e impacto na recuperação cardíaca. A confirmação poderia ampliar opções terapêuticas para doenças cardiovasculares.

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