Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Microplásticos no ar podem intensificar o aquecimento global, aponta estudo

Estudo indica microplásticos na atmosfera absorver calor e agravar o aquecimento global, com maior impacto em plásticos pretos e nanoplásticos

Mão aberta com fragmentos coloridos de plástico rosa, azul e preto espalhados sobre a palma e os dedos, em fundo escuro
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo publicado na Nature Climate Change aponta que micro e nanoplásticos na atmosfera absorvem calor e ajudam a aquecer o clima, ainda que em escala menor que o CO₂.
  • A cor e o tamanho das partículas influenciam o efeito: partículas escuras absorvem mais energia solar; nanoplásticos absorvem e espalham luz com mais eficiência que fragmentos maiores.
  • O resultado final indica about 0,039 watt por metro quadrado de aquecimento global causado por microplásticos, valor que pode variar por região e contextos atmosféricos.
  • Regiões com acúmulo de plástico, como a Mancha de Lixo do Pacífico Norte, apresentam impacto maior — às vezes superior ao da fuligem — e o Mediterrâneo, o leste da América do Norte e o leste asiático também mostram concentrações relevantes.
  • Ainda há grandes incertezas: não se sabe exatamente quanto plástico há na atmosfera nem como se distribui em altas altitudes; especialistas ressaltam que podem ser necessários mais de dez anos de estudos para conclusões mais firmes.

O estudo publicado na revista Nature Climate Change aponta que micro e nanoplásticos suspensos na atmosfera absorvem calor e contribuem para o aquecimento global. Embora o efeito seja menor que o CO₂ ou a fuligem, ele pode superar estimativas anteriores em algumas regiões.

Pesquisadores explicam que microplásticos são fragmentos com menos de 5 milímetros e nanoplásticos com menos de 1 micrômetro. Eles se formam pela degradação de pneus, roupas sintéticas, embalagens e outros itens plásticos que se acumulam no ambiente.

Parte significativa dessas partículas é carregada pelo vento e pode viajar pelo planeta, alcançando áreas remotas do Ártico, da Antártida e regiões oceânicas distantes de grandes centros urbanos. O estudo procurou entender se elas apenas flutuam ou também alteram o clima.

Como o estudo foi feito

Experimentos de laboratório testaram a interação de plásticos com a luz solar, avaliando absorção e reflexão para cores, tamanhos e composições diferentes. Partículas escuras absorvem mais energia, aumentando o aquecimento do ar ao redor.

Os nanoplásticos mostraram maior eficiência na absorção e na dispersão de luz, mantendo-se suspensos por mais tempo. Dados experimentais foram inseridos em modelos atmosféricos para estimar o impacto climático.

O resultado final indica um aquecimento de cerca de 0,039 watt por metro quadrado, cifra relativamente pequena frente aos mais de 2 watts por metro quadrado do CO₂. Mesmo assim, o estudo destaca a falta de integração desses microplásticos nos modelos climáticos.

Regionalização e envelhecimento

Regiões oceânicas com acúmulo de lixo, como a Mancha de Lixo do Pacífico Norte, apresentaram impactos que, em alguns casos, superam os da fuligem. Oceanos atuam como grandes reservatórios que liberam partículas de volta à atmosfera.

Concentrações elevadas também aparecem sobre áreas densamente povoadas e industrializadas, como o Mediterrâneo e o leste da América do Norte. O envelhecimento dos plásticos, expostos ao Sol e a químicas, não elimina o efeito de aquecimento.

Os autores destacam incertezas relevantes, incluindo a dosagem de plásticos na atmosfera e sua distribuição em altas altitudes. Experimentos em condições simplificadas exigem validação adicional no ambiente real.

Perspectivas e limitações

Especialistas ressaltam que ainda faltam dados para medidas definitivas. O esforço atual requer pelo menos uma década de acompanhamento para consolidar conclusões. O estudo frisa a necessidade de ampliar observações e simulações.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais