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OMS diz não haver indícios de surto maior de hantavírus após casos no navio

OMS afirma não haver indícios de surto maior de hantavírus após casos em navio; monitoramento de passageiros por 42 dias é recomendado

Foto: Photo/Paulo Filgueiras
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  • A Organização Mundial da Saúde afirmou não haver indícios de surto maior de hantavírus após os casos a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina com destino aos Países Baixos; parte dos passageiros desembarcou em Madri.
  • A recomendação é que os passageiros permaneçam em monitoramento por quarenta e dois dias após a última exposição ao vírus, com vigilância a cargo dos países receptores.
  • Sete casos da cepa Andes foram confirmados, mais um provável em análise; entre os infectados estão um francês e um norte-americano, além de um passageiro espanhol evacuado que testou positivo.
  • O navio levou cerca de cento e cinquenta passageiros e tripulantes de aproximadamente vinte países; a embarcação segue viagem rumo aos Países Baixos.
  • No Brasil, não há transmissão entre pessoas registrada; autoridades destacam a importância do monitoramento e do diagnóstico precoce, especialmente entre expostos.

Na OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus disse que não há indícios de um surto maior de hantavírus após os casos a bordo do navio MV Hondius, em viagem pelo Oceano Atlântico. A declaração foi feita em Madri, onde parte dos passageiros desembarcou. A recomendação é de monitoração constante.

O navio saiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Um casal holandês e um homem alemão morreram pela cepa Andes, a única conhecida com transmissão entre pessoas. Ao todo, há sete casos confirmados e um provável ainda em análise.

Entre os infectados estão um francês e um norte-americano. Um passageiro espanhol evacuado testou positivo e permanece em quarentena em hospital militar em Madri. O paciente francês segue em UTI, com quadro cardiopulmonar grave, segundo autoridades.

Conforme Tedros, países que receberam os repatriados ficam responsáveis pelo monitoramento dos contatos e pela vigilância de casos. A recomendação é manter observação por 42 dias após a última exposição ao vírus. A repatriação não encerra a vigilância epidemiológica.

Cerca de 150 passageiros e tripulantes de cerca de 20 países estavam a bordo, segundo a AFP. O navio, que começou a viagem em 1º de abril, deve chegar aos Países Baixos no próximo fim de semana, com capacidade reduzida. Tedros ressaltou que “os vírus não conhecem fronteiras”.

O hantavírus é transmitido principalmente pela inalação de aerossóis de roedores infectados. No Brasil, o primeiro registro ocorreu em 1993, com 2.412 casos e 926 mortes até hoje. A doença pode evoluir de quadros gripais para síndrome cardiopulmonar grave.

Autoridades destacam a importância de vigilância contínua e diagnóstico precoce, principalmente entre populações expostas. O monitoramento de viajantes repatriados permanece essencial para evitar transmissão local.

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