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Organismo marinho a 300 m produz o vermelho mais valioso da joalheria

Coral vermelho, organismo marinho a trezentos metros no Mediterrâneo, é gema rara com proteção legal para evitar extrativismo e fraudes

Organismo marinho mineralizado usado na joalheria por sua cor vermelha intensa e rara – Créditos: depositphotos.com / zhudifeng
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  • O coral vermelho (Corallium rubrum) é um organismo marinho que vive a mais de 300 metros de profundidade, principalmente no Mar Mediterrâneo, e produz o vermelho intenso usado na high jewelry.
  • O esqueleto é de carbonato de cálcio misturado com matéria orgânica, formando uma gema rara que pode ser polida com alto brilho, mesmo sendo macia (dureza entre 3,5 e 4, na escala de Mohs).
  • A extração é estritamente controlada em países como a Itália, permitindo apenas mergulhadores profissionais certificados que coletam ramificações de forma manual e seletiva em grandes profundidades.
  • O coral é uma gema orgânica: porosa, reage com ácidos e requer cuidados especiais, diferindo bastante de pedras minerais duras como rubis ou safiras.
  • Devido à escassez, o mercado vê falsificações comuns, e consumidores devem buscar certificação gemológica; a conservação das colônias profundas é crucial para a biodiversidade e para a continuidade da joalheria com esse material.

O coral vermelho, conhecido como Corallium rubrum, é um organismo marinho que forma esqueletos de carbonato de cálcio a mais de 300 metros de profundidade, no Mar Mediterrâneo. O vermelho intenso produzido é valioso na alta joalheria, pela sua rareza e beleza.

Diferente dos corais de recifes rasos, ele vive em grutas e fendas escuras. Pequenos pólipos formam colônias e secretam carbonato de cálcio misturado a carotenoides, conferindo a cor característica. O crescimento é muito lento, medida em milímetros por ano.

O Instituto Oceanográfico de Paris aponta que a densidade do esqueleto permite polimento com alto brilho, semelhante ao marfim ou às pérolas. A extração hoje é restrita a mergulhadores profissionais certificados, em grandes profundidades.

Conservação, mercado e riscos

Historicamente, redes pesadas de arrasto destruíram colônias centenárias. A legislação atual de países como a Itália limita a coleta a ramificações, de forma manual e seletiva. O objetivo é proteger ecossistemas de corais profundos.

O coral vermelho é uma gema orgânica, com porosidade e sensibilidade a ácidos e químicos. Em comparação com rubis, o coral é menos resistente a riscos e exige cuidados especiais na preservação e no uso.

Falsificações são comuns no mercado, com materiais tingidos ou plásticos simulando a peça. Joalherias confiáveis solicitam certificados gemológicos para atestar autenticidade e origem sustentável.

A conservação das colônias profundas é crucial para a saúde de habitats de corais, que abrigam esponjas, crustáceos e peixes. A retirada ilegal pode levar décadas ou séculos para que o ecossistema se recupere.

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