- Rosácea pode afetar os olhos (rosácea ocular) e causar ardência, visão oscilante, olhos secos e blefarite, muitas vezes sem diagnóstico precoce.
- A doença ocorre junto à rosácea cutânea ou isoladamente, dificultando o reconhecimento do quadro ocular.
- Dados apontam que a rosácea atinge entre 1,5% e 10% da população.
- O tratamento é multifatorial e individualizado: higiene palpebral, lágrimas artificiais, antibióticos, anti-inflamatórios oculares e cuidado com as Glândulas de Meibômio.
- Tecnologias como a luz pulsada intensa (IPL) têm ganhado espaço, atuando na inflamação e na função das glândulas, com benefícios na qualidade da lágrima e menor dependência de medicações.
A rosácea é uma doença inflamatória crônica que pode afetar a pele e os olhos, provocando ardência, vermelhidão e visão instável. No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia apontam que a condição pode acometer de 1,5% a 10% da população, com o quadro ocular muitas vezes subdiagnosticado.
A rosácea ocular atinge pálpebras, superfície ocular e principalmente as Glândulas de Meibômio, responsáveis pela qualidade da lágrima. A relação entre rosácea facial e ocular nem sempre é direta, dificultando o diagnóstico precoce, segundo o oftalmologista entrevistado.
Entre os principais sintomas estão sensação de areia, ardência, vermelhidão ocular persistente, olhos secos, lacrimejamento excessivo e sensibilidade à luz. Esporadicamente ocorre blefarite ou terço. Pacientes costumam conviver com esses sinais por anos sem diagnóstico adequado.
Avanços tecnológicos no tratamento da rosácea ocular
O tratamento é multifatorial e requer abordagem individualizada. Além de higiene palpebral, há uso de lágrimas artificiais e antibióticos, quando indicados, bem como anti-inflamatórios oculares e terapias para disfunção das Glândulas de Meibômio.
Nos últimos anos, a luz pulsada intensa (IPL) tem ganhado espaço. A técnica atua na causa inflamatória, reduzindo a inflamação crônica e melhorando a função das glândulas. O procedimento é realizado em consultório, não invasivo e com rápida recuperação, sob indicação adequada.
Segundo o médico, a IPL pode elevar a qualidade da lágrima, reduzir a dependência de colírios e promover efeito mais duradouro em comparação com tratamentos tradicionais. A melhora não se limita aos sintomas, envolvendo maior conforto diário e melhoria da performance visual.
Pacientes com rosácea ocular relatam, após o tratamento, menor irritação ocular, leitura mais estável e retorno a atividades como trabalho e direção com menos atrito. A tecnologia, por tratar a base inflamatória, é apresentada como uma mudança significativa no manejo da doença.
Para informações adicionais sobre a abordagem, consulte fontes especializadas na área de oftalmologia.
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