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Síndrome dos ovários policísticos ganha novo nome e explica a mudança

Nova denominação transforma SOP em Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina, destacando impactos hormonais, metabólicos e risco cardiovascular

A SOP ganhou um novo nome: Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP); entenda por que a mudança aconteceu
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  • Médicos anunciaram a mudança do nome da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) para Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), publicada na revista The Lancet e discutida no Congresso Europeu de Endocrinologia.
  • O novo termo reflete melhor o envolvimento de vários hormônios e de alterações metabólicas, não apenas a presença de cistos nos ovários.
  • Nem toda mulher com a síndrome apresenta cistos; o diagnóstico continua a partir de critérios como irregularidade menstrual, hormônios androgênicos elevados, exames ovarianos e nível de AMH.
  • A SOMP está associada à resistência à insulina, risco aumentado de diabetes tipo 2, colesterol alto, hipertensão e doenças cardiovasculares, além de impactos na pele, pelos e peso.
  • O tratamento permanece similar, incluindo anticoncepcionais, manejo da resistência à insulina, acompanhamento nutricional e prática de atividade física, com foco no manejo individual.

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) ganhou um novo nome: Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). A mudança foi publicada na revista The Lancet e anunciada durante o Congresso Europeu de Endocrinologia, em 2026. Especialistas e organizações médicas participaram do processo.

A alteração busca refletir a complexidade da condição, que envolve hormônios, metabolismo e fatores cardiovasculares. O novo termo destaca a participação de múltiplos hormônios e as alterações metabólicas, não apenas a função ovariana. A decisão ocorreu após um amplo debate internacional.

Por que o novo nome

O rótulo anterior dificultava a compreensão da condição, pois associava a SOP a cistos ováricos visíveis no ultrassom. Em muitos casos, não há cistos patológicos. O novo nome evita reduzir a síndrome a questões ginecológicas, abrangendo também aspectos hormonais, dermatológicos e emocionais.

O que muda na prática

Embora o nome tenha mudado, os critérios diagnósticos permanecem os mesmos: irregularidade menstrual, sinais de hiperandrogenismo, alterações ovarianas compatíveis e níveis hormonais específicos. A abordagem clínica continua centrada no manejo hormonal e metabólico.

Impacto no diagnóstico e no tratamento

Especialistas ressaltam que a mudança pode reduzir o subdiagnóstico. A expectativa é ampliar o acompanhamento multidisciplinar, envolvendo endocrinologistas, nutricionistas e psicólogos. O tratamento inclui anticoncepcionais, manejo da resistência à insulina, alimentação e atividade física.

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