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Viagem aos passos de Darwin até o fim do mundo

Viagem solo pelo extremo sul revela como tempo molda a percepção de Darwin e da evolução, sob ventos da Patagônia

Capa do livro 'Encontrando Darwin", do fotógrafo e explorador Márcio Pimenta
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  • Márcio Pimenta lançou o livro Encontrando Darwin — Uma Expedição pelos Confins do Mundo, que narra uma viagem à Patagônia seguindo os passos de Charles Darwin.
  • A jornada é feita a bordo de um jipe, no contexto da região que Darwin percorreu na primeira viagem a bordo do HMS Beagle entre 1831 e 1836.
  • O capitão do Beagle era Robert FitzRoy, hoje nome de um pico local; Darwin era então um jovem aprendiz que começou a questionar a ideia de que o ser humano nasceu pronto.
  • Para o autor, Darwin não aparece como personagem, mas como fio condutor que guia a reflexão sobre a evolução, a adaptação e o papel do tempo na natureza.
  • Pimenta destaca a solidão da viagem e a importância de sentir o ambiente; ele aponta que o ser humano acrescenta um tempero à evolução por meio da constante adaptação.

Márcio Pimenta reconta a relação entre Darwin e a Patagônia, em uma leva de viagem que vai além de lugares marcados pela história da evolução. O fotógrafo partiu de carro para seguir os passos do jovem naturalista britânico, cuja primeira incursão de estudo ocorreu entre 1831 e 1836 a bordo do HMS Beagle.

A obra de Pimenta não é um retrato biográfico de Darwin, mas um fio condutor que leva o leitor aos locais onde o naturalista questionou certezas. A jornada enfatiza o tempo como protagonista, destacando a visão de um jovem que buscava entender a origem da vida e as adaptações das espécies.

O livro, intitulado Encontrando Darwin – Uma Expedição pelos Confins do Mundo, descreve a travessia pela Patagônia a bordo de um jipe. O autor também percorre caminhos que Darwin percorreu em sua primeira viagem, conduzida pelo capitão Robert FitzRoy, ao longo de anos.

Segundo Pimenta, o tempo é o eixo central da narrativa. Em seus relatos, a solidão da estrada e a ausência de distrações presentes no dia a dia surgem como parte da experiência de observação. O autor descreve momentos em que precisa sair do veículo para sentir o chão e a paisagem, buscando ampliar a percepção do lugar.

O texto enfatiza a ideia de que a evolução ocorre pela descendência com modificação, com o ser humano inserido no processo de constante ajuste ao ambiente. O autor aponta que o desafio de uma expedição remota envolve lidar com o acúmulo de informações sobre a relação entre o ser humano e o meio.

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