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Vida marinha no fundo triplica após banimento de arrasto em área protegida

Três vezes mais organismos e o dobro de espécies no leito marinho da Área Marinha Protegida de South Arran, quase uma década após a proibição do arrasto de fundo

Arran Expedition Underwater Image 2 – Credit Henley Spiers
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  • Quase uma década após a criação da South Arran Marine Protected Area e da proibição da pesca de arrasto de fundo, a vida no leito marinho da região prospera.
  • O estudo mostra três vezes mais organismos e o dobro de espécies nas áreas protegidas em comparação com águas não protegidas próximas.
  • Em uma amostra pequena de sedimento, foram identificadas mais de cento e cinquenta espécies, incluindo vermes colher, verme bobbit e caracóis torre.
  • Os pesquisadores destacam que esses animais ajudam a reconfigurar um ecossistema submarino e impulsionam a movimentação de sedimentos, o que é importante para o armazenamento de carbono.
  • A pesquisa enfatiza que grande parte dos fundos europeus tem sido alvo de pesca de arrasto há séculos, com distúrbios físicos amplos e poucas referências a ecossistemas intactos.

O que aconteceu é que a vida no seafloor da South Arran Marine Protected Area, na Escócia, triplicou desde a proibição da pesca de arrasto de fundo no local. O levantamento mostra aumento significativo de organismos bentônicos e de espécies.

Quem está envolvido: a pesquisa foi liderada pelo ecólogo marinho Ben Harris, da University of Exeter, e envolve equipe que mapeou a área protegida para comparar com águas próximas não protegidas.

Quando e onde: o estudo analisa a região da South Arran MPA, no litoral da Escócia, com dados coletados ao longo de quase uma década desde a implementação da proteção. A área é considerada uma das mais protegidas para o fundo marinho no país.

Por quê: a proibição do arrasto de fundo visa permitir a recuperação de comunidades bentônicas, que contribuem para o armazenamento de carbono e à restauração de ecossistemas históricos que prosperavam no fundo do mar.

Descobertas principais

A pesquisa registrou mais de 150 espécies em amostra de sedimento, incluindo representações de filos como Echiura e organismos construtores de conchas, como torres de caracol. Harris destacou o papel ecológico dessas espécies na melhoria do mosaico da região.

A equipe também observou que a atividade de espécies pequenas revoluciona os sedimentos, promovendo a renovação do ecossistema bentônico. A dinâmica é vista como fundamental para a produtividade e resiliência da área protegida.

Contexto histórico

Especialistas destacam que os fundos europeus já sofreram intenso arrasto por séculos, com grande parte do leito mostrando distúrbios físicos. Dados anteriores apontam que a maior parte do North Sea e Celtic Sea sofreu impactos significativos.

Estudos históricos indicam registros de ecossistemas marinhos ricos que não perduram atualmente, dificultando a comparação direta com o estado pré-industrial. Pesquisadores enfatizam a importância de entender o que havia antes para medir recuperação.

Perspectivas

A equipe estimou que, se aplicadas à região da MPA, as contagens observadas representam bilhões de organismos quando extrapoladas para o conjunto do bioma. Observa-se avanço na reconstrução de comunidades que antes eram comuns na região.

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