- No Rio de Janeiro, acionamentos envolvendo bicicletas elétricas e outros dispositivos de micromobilidade chegaram a 318 entre janeiro e outubro de 2025, ante 166 no mesmo período de 2024.
- O maior aumento ocorreu nas colisões, que passaram de 143 para 272 casos.
- As bicicletas elétricas podem chegar a até 32 km/h dentro de ciclovias, o que eleva o risco quando não há fiscalização, habilitação ou uso de proteção.
- Especialistas, hospitais e autoridades municipais veem o crescimento como uma nova vertente de acidentes graves, com casos de traumatismos, cirurgias e, em alguns episódios, mortes.
As bicicletas elétricas ganharam espaço nas grandes cidades e passaram a afetar as ciclovias brasileiras. No Rio de Janeiro, os atendimentos envolvendo bicicletas elétricas e outros dispositivos de micromobilidade quase dobraram em 2024 para 2025, segundo o Corpo de Bombeiros consultado pelo G1. O aumento preocupa hospitais e autoridades municipais, que apontam riscos de colisões, quedas e traumas graves.
A velocidade dessas bikes pode chegar a 32 km/h dentro de ciclovias, muitas vezes sem fiscalização, habilitação ou uso de equipamentos de proteção. Com esse ritmo, especialistas destacam que o transporte, antes visto como solução, tornou-se uma nova vertente de acidentes graves.
Dados mostram explosão de ocorrências
Entre janeiro e outubro de 2025, o Corpo de Bombeiros do Rio contabilizou 318 acionamentos envolvendo bicicletas elétricas e outras formas de micromobilidade elétrica, frente a 166 no mesmo período de 2024. O recorte mais significativo ocorreu nas colisões, que subiram de 143 para 272 casos.
Impactos e encaminhamentos
Observa-se aumento de traumatismos graves, cirurgias e, em alguns casos, óbitos, conforme relatos de especialistas e de unidades hospitalares. Autoridades municipais avaliam medidas de planejamento urbano, fiscalização e campanhas de conscientização para melhorar a segurança nas vias compartilhadas.
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