- Estudo publicado na Science Advances aponta que derretimento acelerado da Antártida resulta da combinação de ventos intensos, águas profundas mais quentes e maior salinidade superficial.
- O processo ganhou força entre 2013 e 2018, alterando rapidamente o equilíbrio climático do Oceano Antártico.
- A água quente sobe do oceano profundo e aquece a base do gelo marinho, reduzindo a capacidade de recongelamento.
- Menos gelo exposto aumenta a absorção de calor pela superfície do mar, alimentando o degelo de forma contínua.
- Cientistas indicam que o Oceano Antártico pode entrar em um estado de menor cobertura de gelo por mais tempo, com impactos potenciais para ecossistemas, correntes oceânicas e padrões climáticos globais.
A Antártida enfrenta derretimento acelerado do gelo marinho, segundo pesquisa publicada na Science Advances. O estudo aponta que ventos intensos, águas profundas mais quentes e maior salinidade superficial impulsionaram o degelo desde 2013 até 2018. A transformação tende a alterar o equilíbrio climático do Oceano Antártico.
Pesquisadores da Universidade de Southampton identificam que o aquecimento ocorre nas camadas profundas do oceano. Correntes quentes sobem à superfície, levando calor para a base do gelo marinho e dificultando a recongelamento.
O efeito cascata envolve menos gelo cobrindo o oceano, que passa a absorver mais calor solar. Com o tempo, a formação de novas camadas congeladas fica dificultada, alimentando o degelo de forma contínua.
O gelo marinho Antártico exerce papel crucial no clima global, atuando como espelho que reflete radiação solar. Sua redução aumenta a absorção de calor pelo oceano, potencializando o aquecimento e eventos climáticos extremos.
Observa-se diferença entre as regiões: a Antártida Ocidental mantém calor no oceano com nuvens persistentes e ar mais quente vindo de subtrópicos. Já a Antártida Oriental demonstra padrões distintos de aquecimento.
Os autores sugerem que o Oceano Antártico pode entrar em um estado de baixa cobertura de gelo por um período prolongado. Caso se confirme, ecossistemas marinhos, correntes e padrões climáticos globais podem ser impactados.
A pesquisa reforça que as mudanças climáticas induzidas pela atividade humana fortalecem ventos e alteram os oceanos, acelerando processos que antes levavam décadas. Compreender esses mecanismos ajuda a prever futuras variações climáticas.
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