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Arritmias em mulheres: sintomas e sinais de alerta

Dia Nacional alerta para arritmias em mulheres, subdiagnosticadas, com palpitações e falta de ar; prevenção depende de exames de rotina

Revista Malu
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  • No Dia Nacional de Conscientização das Doenças Cardiovasculares na Mulher, em 14 de maio, destaca-se que as doenças cardíacas são a principal causa de morte entre mulheres no mundo.
  • A Organização Mundial da Saúde aponta que cerca de 8,5 milhões de mulheres morrem anualmente por doenças cardiovasculares, equivalentes a aproximadamente uma em cada três mortes femininas.
  • Arritmias cardíacas, que alteram o ritmo do coração, podem ocorrer em diferentes fases da vida das mulheres, com influência de oscilações hormonais.
  • Fatores como obesidade, estresse e sedentarismo aumentam o risco de arritmias; mudanças hormonais durante menstruação, gestação e climatério também impactam o sistema elétrico do coração.
  • A doença costuma ser subdiagnosticada entre as mulheres, que procuram menos atendimento e recebem menos diagnósticos, por sintomas atípicos e fatores sociais; exames como eletrocardiograma, Holter, monitor de eventos, ecocardiograma e teste ergométrico ajudam na prevenção e no diagnóstico precoce.

No Dia Nacional de Conscientização das Doenças Cardiovasculares na Mulher, 14 de maio, Brasil reforça a importância das arritmias cardíacas como fator de risco. Dados da OMS indicam que doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres no mundo, responsáveis por cerca de 8,5 milhões de óbitos anuais.

As arritmias são alterações no ritmo do coração que podem tornar o batimento irregular. Em mulheres, o surgimento pode variar conforme fases hormonais, influenciando o sistema elétrico do órgão. Especialistas explicam os sinais de alerta e os riscos envolvidos.

Fatores hormonais e estilo de vida

Biologia e hormônios diferenciam o perfil feminino do masculino. Ciclo menstrual, gestação e climatério modulam a excitabilidade cardíaca. A menopausa reduz o estrogênio, o que pode elevar a suscetibilidade às arritmias e à atividade do SNS, aumentando adrenalina e arritmias.

Obesidade, estresse e sedentarismo também elevam as chances, segundo a cardiologista Thais Aguiar do Nascimento, especialista em eletrofisiologia e coordenadora de cardiopatia na Mulher da SOBRAC. Esses fatores interagem com alterações hormonais.

Subdiagnóstico e cuidado

Profissionais apontam que a doença tende a ser subdiagnosticada em mulheres. Barreiras sociais, sintomas atípicos e menor procura por atendimento contribuem para menos diagnósticos e tratamentos.

Sinais de alerta incluem palpitações, sensação de coração acelerado, falta de ar, tontura, desmaio e cansaço intenso. A identificação precoce facilita acompanhamento médico e manejo adequado.

Exames e prevenção

Exames de rotina são cruciais para prevenção e detecção precoce. Eletrocardiograma avalia a atividade elétrica, enquanto Holter de 24 horas monitora o ritmo por tempo contínuo. Outros exames incluem ecocardiograma, teste ergométrico e, se necessário, estudo eletrofisiológico.

Diante de qualquer sintoma, a orientação é buscar orientação médica para investigar a origem e definir o tratamento mais seguro.

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