Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Atividade física após diagnóstico de câncer pode aumentar sobrevida

Atividade física após diagnóstico de câncer associa-se a menor mortalidade, com benefícios observados em sete tipos de tumor e também para sedentários que começam a se exercitar

Homem anda de bicicleta no Parque do Ibirapuera, em São Paulo; estudos mostram que a prática de exercício física é benéfica no tratamento de câncer
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo publicado no JAMA Network analisou dados de seis grandes estudos de longo prazo, com mais de 17 mil sobreviventes de sete tipos de câncer (bexiga, endométrio, rim, pulmão, boca, ovário e reto).
  • A pesquisa avaliou a prática de atividade física antes e após o diagnóstico; pessoas mais ativas tiveram menor mortalidade relacionada à doença.
  • Pacientes sedentários antes do diagnóstico que começaram a se exercitar depois também apresentaram redução significativa do risco de morte, especialmente em câncer de pulmão e reto.
  • Os benefícios variam conforme o tipo de câncer, sendo mais consistentes em câncer de pulmão, endométrio, bexiga e ovário; em cavidade oral e reto, o impacto é maior com níveis mais elevados de atividade após o diagnóstico.
  • Médicos ressaltam a relevância da atividade física na prática clínica oncológica, sem risco de prejuízo e com benefício para a maioria dos pacientes.

Os benefícios da atividade física para pacientes com câncer vão além da prevenção: um estudo recente sugere ganho de sobrevida após o diagnóstico. A pesquisa, publicada em fevereiro no JAMA Network Open, associou prática regular de exercícios a menor risco de morte entre pacientes com sete tipos de tumor.

Foram analisados dados de seis grandes estudos de saúde de longo prazo, que reuniram mais de 17 mil sobreviventes de câncer: bexiga, endométrio, rim, pulmão, boca, ovário e reto. A comparação considerou atividades físicas antes e depois do diagnóstico, em média 2,8 anos de acompanhamento.

Os pesquisadores ajustaram os números para idade, sexo, tabagismo e estágio da doença. Em todas as análises, indivíduos mais ativos antes e depois do diagnóstico apresentaram menor mortalidade relacionada ao câncer, mesmo após controlar variáveis.

Além disso, o estudo mostrou que pacientes sedentários que passaram a se exercitar após o diagnóstico também obtiveram benefícios significativos, especialmente em câncer de pulmão e de reto. A mudança pós-diagnóstico teve impacto relevante.

Os resultados variam conforme o tipo de câncer. Em tumores como pulmão, endométrio, bexiga e ovário, a associação entre atividade física e sobrevida foi mais consistente. Em casos de cavidade oral e reto, o efeito positivo apareceu mais claramente entre os que mantiveram níveis elevados de exercício.

Especialistas apoiam a leitura clínica desses achados. A oncologista Ana Paula Garcia Cardoso, do Einstein Hospital, destaca que a prática de exercício pode ganhar relevância prática na oncologia, com benefícios observados em várias neoplasias. A prática não deve ser despriorizada em consulta com o médico.

Para pacientes que não tinham atividade física antes do diagnóstico, há evidências de ganhos ao adotar o hábito depois da doença. Essa leitura reforça a ideia de que é possível obter vantagens mesmo após a detecção do câncer, desde que a abordagem seja compatível com cada caso.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais