- Em seis de maio, a polícia hondurenha, FEMA, ICF e a Força Aérea de Selva realizaram uma operação em uma residência no departamento de Olancho, no leste do país, resultando na apreensão de uma jaguar fêmea mantida como animal de estimação.
- A jaguar, cerca de um ano de idade, foi capturada possivelmente na Mosquitia, região conhecida como reduto da espécie, e não havia registro prévio do empresário como traficante.
- O empresário não foi preso, mas deve ser chamado pela FEMA para responder por danos à espécie protegida, captura ilegal de fauna e outras infrações; pode receber multa de cerca de 172 mil lempiras.
- Além da jaguar, foram apreendidos um macaco- capa- branca da Panamã, uma arara-de-loro-vermelho, uma arara-azul e uma jiboia, sendo que o macaco- capuchinho é espécie ameaçada.
- A jaguar apreendida será encaminhada para um centro de reabilitação das Forças Armadas, com avaliação para possível liberação em área protegida, em meio a esforços de conservação e planos para reforçar combate ao tráfico de felinos na região.
Um jaguar fêmea, mantido como animal de estimação por um empresário, foi apreendido em uma operação de grande repercussão no Honduras, na região leste do país. A ação ocorreu em 6 de maio, na residência do empresário no município de El Pataste, no departamento de Olancho, e envolveu a polícia, FEMA, o Instituto de Conservação Florestal (ICF) e a Força Aérea. A operação foi resultado de uma denúncia ao Ministério Público Ambiental.
Após dois semanas de planejamento, as autoridades apreenderam o animal, que se acredita ter cerca de um ano e ter sido capturado nas florestas da Mosquitia, área reconhecida como habitat da espécie. O empresário, ainda sem histórico criminal registrado, não foi preso durante a operação, mas deverá ser chamado pela FEMA para responder a acusações que incluem dano a espécie protegida e captura ilegal de fauna, com possibilidade de multa.
Durante o cumprimento do mandado, também foram encontrados outros animais apreendidos: um macaco-prego-de-face-branca, uma arara-de-loro-vermelho, uma arara-amarela-do-sul e uma píton-rainha. A espécie capuchin é considerada ameaçada. A Jaguar continua sob custódia das autoridades, sob avaliação para futura reabilitação.
A jaguar foi levada para um centro de reabilitação operado pelas Forças Armadas, onde passa por avaliação. Caso seja considerada apta, poderá ser devolvida a uma área protegida. Contudo, especialistas destacam que o processo de reintrodução de jaguares é complexo e com altas taxas de insucesso.
Marcio Martinez, chefe do departamento de fauna do ICF, afirmou que a apreensão envia um episódio significativo para desencorajar traficantes. Segundo ele, o caso pode abrir investigações sobre outros crimes conectados ao tráfico de animais silvestres.
Frente ao caso, Franklin Castañeda, diretor da ONG Panthera no país, ressaltou a importância da operação como mensagem de dissuasão. Ele destacou que crimes contra fauna costumam trazer consequências legais mais amplas quando envolvem atividades criminosas associadas.
Martinez indicou que a atuação continuará concentrada na prevenção de crimes contra panterinos. Além da vigilância, a instituição trabalha com educação ambiental e cooperação com comunidades para reduzir a posse ilegal de jaguares e o tráfico de fauna.
A região de Mosquitia enfrenta pressão da redução de habitats, o que afeta presas e aumenta o conflito com atividades agropecuárias. A equipe envolvida na operação busca consolidar estratégias de proteção de jaguares e ampliar áreas de proteção e monitoramento.
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