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Beija-flores do Chimborazo formam colônias em ambiente extremo acima de 3.000 m

Beija-flores do Chimborazo formam colônias acima de 3.000 metros, coordenam voos ao amanhecer e abandonam disputas territoriais

Beija-flor-do-Chimborazo pousa entre flores do páramo gelado dos Andes
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  • Beija-flores Chimborazo Hillstar, endêmicos dos Andes equatorianos, passaram a formar colônias acima de 3.000 metros de altitude, próximos uns aos outros, sem disputas de ninhos.
  • A pesquisa, conduzida por Cañas-Valle em parceria com o biólogo evolutivo Juan Bouzat (Bowling Green State University, EUA), foi publicada na revista Ornithology em março de 2025.
  • Observou-se que cerca de 80% dos pássaros voaram na mesma direção ao deixar os ninhos pela manhã, indicando coordenação semelhante a um bando migratório.
  • Ninhos passaram a ser construídos próximos entre si ao longo dos anos, sugerindo fidelidade ao local coletivo e não apenas ao espaço individual.
  • A hipótese de falta de espaço foi refutada: locais alternativos disponíveis foram mapeados, mas não usados, apontando que o comportamento é adaptativo ao ambiente extremo, não apenas uma coincidência de aglomeração.

A descoberta ocorre no Chimborazo, vulcão dos Andes equatorianos, onde beija-flores acima de 3.000 metros de altitude passaram a formar colônias. A espécie estudada é o Chimborazo Hillstar, endêmico da região. A pesquisa foi publicada em 2025, em Ornithology.

A equipe liderada por Cañas-Valle, em parceria com o biólogo evolucionário Juan Bouzat da Bowling Green State University, acompanhou ninhos construídos próximo uns dos outros. O estudo revela que os pássaros não brigam por território, mas compartilham o espaço.

Local e contexto da pesquisa

A área de estudo fica acima da linha das árvores, onde o ambiente é de frio intenso, ventos fortes e pouca cobertura vegetal. Os pesquisadores mapearam a paisagem ao redor das colônias para identificar locais potenciais de ninificação isolada.

Por que o comportamento mudou

Os dados indicam que 80% dos pássaros deixaram os ninhos na mesma direção pela manhã, com voos coordenados. Ninhos próximos foram observados repetidamente ao longo dos anos, sugerindo fidelidade ao conjunto e não apenas ao espaço.

Interpretações e implicações

Observações preliminares apontam ausência de disputas territoriais. A explicação envolve adaptação social em resposta ao estresse térmico extremo, típico dos Andes acima de 3.000 metros.

Impacto científico

A ninificação coletiva sugere que estratégias evolutivas vistas como fixas podem se rearranjar sob pressão ambiental. O estudo ilumina como cooperação pode emergir em espécies agressivas por necessidade de sobrevivência.

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