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Envelhecer não é sinônimo de declínio físico e mental

Atitude positiva diante do envelhecimento está ligada a melhorias cognitivas e físicas em quase metade de pessoas com 65 anos ou mais

Trabalhar a forma como pensamos o envelhecer pode ter efeito concreto sobre desempenho físico e cognitivo, e não apenas sobre “bem-estar subjetivo” — Foto: Magnific
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  • Estudo de Yale acompanhou 11 mil adultos com 65 anos ou mais por 12 anos e mostrou grande variação no envelhecimento; nem todos apresentam declínio.
  • Dentre os participantes, 32% apresentaram melhoria cognitiva e 28% melhoria física; quase metade teve pelo menos uma melhoria.
  • A atitude em relação ao envelhecimento foi o principal fator que diferencias quem melhorava de quem não melhorava, mesmo após ajustar doenças, sono, educação e gênero.
  • Os resultados convidam a repensar o envelhecimento saudável, com a necessidade de reduzir o idadismo e mudar a narrativa sobre a velhice.
  • A pesquisa sugere que trabalhar a forma de pensar sobre o envelhecimento pode gerar ganhos reais de desempenho físico e cognitivo.

Os resultados de um estudo conduzido por pesquisadores de Yale desafiam a ideia de que o envelhecimento é, por definição, perda. A pesquisa acompanhou 11 mil adultos com 65 anos ou mais ao longo de 12 anos e avaliou desempenho cognitivo e físico.

Apesar da média demonstrar declínio, a variação entre os participantes foi ampla. Um grupo expressivo mostrou melhoria: 32% apresentaram ganhos cognitivos e 28% progrediram na velocidade de caminhada. No total, quase a metade teve algum ganho.

A principal conclusão aponta para a atitude frente ao envelhecimento. Quanto mais positiva a percepção sobre envelhecer, maiores as chances de melhoria cognitiva e física, mesmo considerando doenças, sono e educação.

O que mudou a visão do envelhecimento

A positividade sobre a idade se mostrou o fator que melhor diferencia quem melhora de quem não melhora. Os autores destacam que crenças sobre envelhecer podem influenciar resultados, independentemente de fatores clínicos.

Os pesquisadores argumentam que esse halo de otimismo pode orientar políticas públicas. Programas de psicoeducação e campanhas que reduzam o idadismo podem incentivar ganhos reais em memória, marcha e saúde geral.

O estudo, publicado em março na revista Geriatrics, reforça a ideia de envelhecer como processo passível de ganhos. Impulsiona ainda a necessidade de treinar profissionais de saúde para evitar mensagens de declínio inevitável.

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