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Enxaqueca e dieta: médico explica se há alimentos proibidos

Especialista afirma que não há alimento proibido na enxaqueca; gatilhos são individuais e dietas restritivas podem ser ineficazes

Na foto uma mulher leva s mãos à cabeça para apaziguar uma dor relacionada à enxaqueca
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  • Não existe lista universal de “alimento proibido”; a sensibilidade alimentar na enxaqueca é individual, variando de pessoa para pessoa.
  • Gatilhos mais fortes costumam ser álcool, especialmente vinho tinto, e cafeína em excesso ou na retirada.
  • Substâncias como tiramina e nitritos podem estimular vias de dor; queijos envelhecidos, carnes processadas e certos adoçantes são citados como exemplos, apesar da evidência variar.
  • O chocolate pode ser um sintoma inicial da crise em alguns casos, não necessariamente a causa.
  • Em vez de dietas de exclusão, recomenda-se diário alimentar para identificar gatilhos reais; dietas cetogênica e DASH apresentam evidência de qualidade moderada, aliado a boa hidratação e evitar jejum prolongado.

O médico José Marcos, especialista em dor e anestesiologia, afirma que não existe um alimento universalmente proibido para enxaqueca. A relação entre comida e crises é individual e varia entre 10% e 64% dos pacientes, conforme o caso.

Gatilhos comuns como álcool, principalmente vinho tinto, e cafeína, são os mais bem descritos na literatura. Substâncias químicas presentes em alguns alimentos podem estimular vias de dor no sistema trigeminal, mas a evidência ainda é diversa e depende do contexto técnico dos estudos.

A explicação química envolve compostos como tiramina, nitritos e feniletilamina, presentes em queijos envelhecidos, carnes processadas e adoçantes. Em alguns casos, a resposta pode depender de fatores individuais, como a sensibilidade neural e o estado diário da pessoa.

Em vez de dietas de exclusão extremas, a prática clínica atual recomenda monitoramento estruturado. O diário alimentar surge como ferramenta eficaz para distinguir gatilhos reais de percepções sem base sólida, evitando restrições desnecessárias.

A evidência não sustenta dietas universais de eliminação. Em contrapartida, intervenções como dieta cetogênica e dieta DASH, com qualidade moderada de evidência, mostram redução na frequência e na intensidade das crises em alguns pacientes.

Além disso, manter hidratação adequada e evitar jejum prolongado aparecem como pilares para estabilizar o quadro e melhorar a qualidade de vida. A combinação de hábitos consistentes costuma ser mais benéfica do que mudanças extremas na alimentação.

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