- Durante o São Paulo Innovation Week, Anderson Soares, vice-presidente do Centro de Excelência em Inteligência Artificial, apresentou a palestra “Agentes: Autonomia e a próxima onda da Inteligência Artificial”.
- Ele traçou a evolução da IA, destacando a transição para a chamada “era agêntica”, em que tarefas complexas são divididas em subtarefas e executadas de forma autônoma.
- O especialista comparou grandes modelos de linguagem a sistemas operacionais, funcionando como núcleos que entendem comandos, dividem atividades e coordenam agentes especializados.
- A visão dele é de que essa evolução transformará interfaces digitais, reduzindo a dependência de menus, formulários e etapas manuais.
- Entre os obstáculos para a popularização dos agentes autônomos, ele cita confiabilidade, observabilidade, custo computacional e dificuldades no planejamento de longo prazo.
O tema da palestra Agentes: Autonomia e a próxima onda da Inteligência Artificial foi apresentado por Anderson Soares, vice-presidente do Centro de Excelência em Inteligência Artificial, durante o São Paulo Innovation Week. O foco foi o impacto crescente dos agentes de IA na relação entre humanos e máquinas.
Soares traçou uma linha do tempo sobre a evolução da IA, desde sistemas de linguagem natural até agentes autônomos que executam tarefas em várias etapas. Segundo ele, a definição de inteligência mudou ao longo das décadas.
A palestra destacou a chamada era agêntica, na qual IA divide problemas complexos em subtarefas e as realiza de forma independente. A visão é de que softwares passarão a funcionar com maior autonomia.
A comparação foi feita entre grandes modelos de linguagem e sistemas operacionais, com o LLM atuando como núcleo que entende comandos, divide atividades e coordena agentes especializados. O uso de LLMs orquestradores foi enfatizado.
Para o especialista, a transformação deve alterar interfaces digitais, reduzindo dependência de menus e formulários, e promovendo fluxos mais diretos entre usuário e sistema.
Entretanto, obstáculos como confiabilidade, observabilidade, custo computacional e planejamento de longo prazo ainda precisam ser superados para a popularização dos agentes autônomos.
O panorama atual, segundo Soares, é de passagem de uma era de interação simples com a máquina para uma etapa em que sistemas autônomos realizam ações concretas e resolvem problemas complexos.
O SPIW 2026 teve início na quarta-feira (13), em São Paulo, reunindo líderes, investidores e pesquisadores. O evento aborda tecnologia, ciência, educação, saúde e finanças, entre outros temas.
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