- Pesquisadores da Universidade de Sydney encontraram que reduzir gorduras e proteína de origem animal na dieta pode melhorar a saúde e diminuir a idade biológica de idosos em quatro semanas.
- O estudo avaliou quatro dietas diferentes: duas onívoras com 50% de proteína animal e 50% vegetal; duas semivegetarianas com 70% de nutrientes vegetais, uma priorizando gordura e a outra carboidratos.
- Voluntários saudáveis entre 65 e 75 anos seguiram os cardápios por quatro semanas e tiveram 20 biomarcadores analisados, incluindo níveis de colesterol.
- A dieta com 50% proteína animal, alta em carboidratos e pouca gordura foi a que apresentou maior benefício na saúde física e no combate ao envelhecimento.
- Os pesquisadores destacam que ainda não há confirmação de que esse regime reduza o risco de doenças, sendo necessário estudo adicional para confirmar efeitos a longo prazo e em outros grupos.
Durante a Universidade de Sydney, pesquisadores analisaram o impacto de diferentes regimes alimentares na idade biológica de idosos. Em apenas quatro semanas, a dieta pode influenciar marcadores de envelhecimento, segundo o estudo. O trabalho usa o conceito de idade biológica para medir o estado real do organismo.
O estudo, publicado na revista Aging Cell, avaliou quatro cardápios distintos. Duas dietas foram onívoras com 50% de proteína animal e 50% vegetal. As outras duas foram semivegetarianas, com 70% de nutrientes vegetais, alternando foco em gordura ou carboidrato.
Foram usados dados de voluntários saudáveis com 65 a 75 anos, do levantamento Nutrition for Healthy Living. Durante quatro semanas, 20 biomarcadores de saúde física e idade biológica foram monitorados, incluindo níveis de colesterol.
A dieta com 50% proteína animal, alta em carboidratos e baixa em gordura foi a que mostrou maior benefício para o organismo e para o envelhecimento. Pesquisadores destacam que não há confirmação de redução de risco de doenças, mas há indícios de preservação da saúde.
Resultados e perspectivas: especialistas ressaltam que ainda é cedo para conclusões definitivas sobre efeito prolongado. Pesquisas futuras devem verificar se os efeitos aparecem em outros grupos e se se mantêm a longo prazo.
Observações sobre o estudo
A equipe da Universidade de Sydney aponta que as mudanças alimentares podem influenciar o estado biológico, mas não confirmam efeitos diretos sobre doenças. O registro de 4 semanas limita a avaliação de impactos de longo prazo.
Continuidades da pesquisa
Autores indicam necessidade de estudos com amostras maiores e diversidade étnica. A investigação abre caminho para explorar ajustes alimentares na fase mais avançada da vida, com monitoramento contínuo de biomarcadores.
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