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Estudo responde se emoções reprimidas influenciam o câncer

Estudo rejeita ligação entre emoções reprimidas e câncer, desmontando a culpa emocional; impacto se restringe à gestão do diagnóstico e hábitos de risco

Novo estudo desmente a crença de que emoções reprimidas, tristeza e estresse causam câncer; entenda o que a ciência diz
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  • Meta-análise com dados de quase 422 mil pessoas não encontrou associação consistente entre sofrimento emocional e aumento do risco de câncer na maioria dos casos, incluindo os tipos mais comuns (mama, próstata, colorretal).
  • A conclusão mostra que emoções como tristeza, estresse ou luto não são responsáveis pelo surgimento de câncer, reforçando a necessidade de não responsabilizar emocionalmente pacientes.
  • A única associação observada foi com câncer de pulmão, relacionada a menor suporte social e perdas, mas praticamente desaparece quando ajustada para tabagismo e outros fatores.
  • Emoções não causam câncer, mas influenciam como o paciente encara o diagnóstico, o tratamento e a recuperação, podendo afetar a adesão a cuidados.
  • Fatores de risco comprovados incluem tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo, obesidade, alimentação inadequada, exposição solar sem proteção, poluição e certas infecções; saúde mental continua importante para qualidade de vida.

A nova pesquisa reitera que emoções como tristeza, estresse e sofrimento emocional não causam câncer. O estudo desmonta a ideia de que culpar pacientes pela própria doença é aceitável ou útil, destacando que esse tipo de responsabilização pode aumentar o sofrimento.

A pesquisa é uma meta-análise publicada na World Health Organization Cancer. Foram reunidos dados de quase 422 mil pessoas para avaliar associações entre fatores psicossociais e risco de câncer, sem encontrar relação consistente entre bem-estar emocional e a maioria dos tipos da doença.

Conclusões da meta-análise

Entre os aspectos avaliados estiveram perdas e luto, apoio social, sofrimento psicológico, estado civil e traço de neuroticismo. Em geral, esses elementos não apresentaram ligação significativa com o risco global de câncer nem com tipos comuns como de mama, próstata e intestino.

Exceção aparente e explicação

Observou-se apenas uma associação fraca com câncer de pulmão em pessoas com menos suporte social, perdas recentes ou relacionamento ausente. Contudo, ao ajustar fatores já conhecidos como tabagismo, a associação praticamente desapareceu, indicando que hábitos de risco explicam o efeito observado.

Impacto para pacientes

O estudo reforça que emoções não funcionam como gatilho direto do câncer. Elas, porém, influenciam a forma como o paciente enfrenta o diagnóstico, o tratamento e a recuperação, o que pode impactar adesão a terapias e qualidade de vida.

Fatores de risco tradicionais

Especialistas destacam que o câncer surge principalmente por alterações biológicas, genéticas, ambientais e hábitos de vida. Entre os fatores de risco estão tabagismo, álcool, sedentarismo, obesidade, alimentação inadequada, exposição solar sem proteção, poluição e algumas infecções.

Saúde mental e manejo emocional

Embora emoções não causem câncer, o cuidado com a saúde mental continua essencial. Apoio psicológico adequado pode reduzir sofrimento, facilitar a compreensão de informações médicas e apoiar a adesão a tratamentos.

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