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Governo investe na formação de pesquisadores para autonomia tecnológica em IA

Governo lança programa nacional para formação de pesquisadores em inteligência artificial (IA), com laboratório em Fortaleza e 50 bolsas

A proposta terá como protótipo o projeto do Instituto Atlântico, que conta com um laboratório inaugurado nesta quarta-feira (14/4), em Fortaleza - (crédito: Raphaela Peixoto/Correio Brazilliense)
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  • O governo lançará nas próximas duas semanas um programa nacional do MCTI para formação de pesquisadores em IA, com rede de mestres, doutores e pós-doutores em universidades de todas as regiões.
  • O protótipo do projeto, chamado Instituto Atlântico e seu laboratório Alia (Laboratório de Inteligência Artificial do Atlântico), foi inaugurado em Fortaleza no dia 14 de abril e ofertará cinquenta bolsas.
  • O espaço recebeu investimento de R$ 13,8 milhões via a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); R$ 4 milhões serão destinados exclusivamente às bolsas de pesquisa.
  • As primeiras equipes envolvidas são da Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Cariri (UFCA), Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Universidade Estadual do Ceará (UECE).
  • Entre os objetivos, o programa busca ampliar a autonomia tecnológica do Brasil, reduzir dependência externa e promover IA mais eficiente, com foco na chamada IA Verde e em infraestrutura computacional.

O governo federal vai lançar, nas próximas duas semanas, um programa nacional de formação de pesquisadores em Inteligência Artificial (IA). A iniciativa, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), visa criar uma rede de mestres, doutores e pós-doutores em universidades de todas as regiões, para ampliar a autonomia tecnológica do Brasil.

O projeto terá como protótipo o Instituto Atlântico, cuja bancada de pesquisa foi apresentada em Fortaleza, no Ceará, com o laboratório batizado de Alia. A previsão é oferecer 50 bolsas para pesquisadores de universidades nordestinas, fortalecendo a formação local e regional.

O espaço público recebeu investimentos de 13,8 milhões de reais, captados pela Finep. Desse montante, 4 milhões vão para bolsas de pesquisa, segundo o diretor de Inovação do Instituto Atlântico. A estratégia é transformar o conhecimento acadêmico em ações com impacto tecnológico.

A iniciativa envolve equipes da UFC, UFCA, UFAL e UECE, conectando universidades das cinco regiões. O objetivo é evitar a concentração de investimentos em poucos polos e estimular o desenvolvimento de soluções nacionais em IA.

Para dirigentes locais, o programa tende a ampliar a oferta de mão de obra qualificada e fortalecer o ecossistema de inovação no Ceará. A secretária de CTES do Ceará destacou a relação entre o laboratório e a formação que atende o mercado de trabalho local.

A atuação pública enfatiza a ideia de soberania tecnológica por meio da formação de pesquisadores. Parlamentares e representantes do governo enfatizam a importância de reduzir a dependência de tecnologia externa sem abrir mão de cooperação internacional.

Supercomputador e IA Verde

O Alia abriga um supercomputador com 15 GPUs, capaz de treinar modelos de IA de até 1 trilhão de parâmetros. O laboratório conta ainda com robôs, braços robóticos, drones e esteiras para simular processos industriais e energéticos.

Entre as linhas de pesquisa, destaca-se a chamada IA Verde, que busca algoritmos com menor consumo de energia e menor demanda por recursos hídricos. O objetivo é ampliar eficiência sem prejudicar o desempenho científico.

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