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Magnésio, creatina e colágeno na menopausa: o que diz a ciência

Magnésio e creatina aparecem como os mais promissores entre suplementos para a menopausa, mas evidências ainda são limitadas

Mulher de meia-idade, com cabelos escuros e blusa branca, segurando uma cápsula branca entre os dedos e um pote de remédios na outra mão, prestes a tomar o medicamento
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  • Suplementos vendidos para menopausa incluem magnésio, cogumelo juba de leão, creatina e colágeno; a evidência científica ainda é limitada para sustentar todos os benefícios anunciados.
  • Magnésio pode ajudar no sono e reduzir a ansiedade modestamente, e pode favorecer a densidade óssea, mas não há comprovação de efeito sobre ondas de calor ou peso; a absorção varia conforme o tipo de magnésio.
  • Cogumelo juba de leão apresentou resultados mistos em estudos com humanos, sem foco específico em menopausa; há indicação de benefícios em animais, mas faltam pesquisas em mulheres na perimenopausa ou menopausa.
  • Creatina mostrou ganho de força na parte inferior do corpo e melhoria do sono em mulheres na perimenopausa; na pós-menopausa, os benefícios são menores e não há consenso sobre efeitos musculares ou ósseos a longo prazo.
  • Colágeno pode trazer ganhos modestos na densidade óssea e aliviar rigidez articular, mas variantes de produtos dificultam conclusões definitivas; recomenda-se cautela e acompanhamento médico, especialmente para quem tem doenças renais ou hepáticas.

A proliferação de promessas sobre suplementos para menopausa tem ganhado espaço nas redes sociais, com itens como magnésio, cogumelos juba de leão, creatina e colágeno sendo vendidos como solução para perimenopausa. Estudos mostram que a base científica varia conforme o ingrediente.

O tratamento hormonal continua sendo o mais eficaz para muitos sintomas, mas nem todas as pessoas optam por ou podem usar esse recurso. A busca por alternativas seguras, porém eficazes, permanece em pauta entre profissionais e pacientes.

Magnésio

O magnésio participa de mais de 300 processos metabólicos, incluindo sono, ansiedade e densidade óssea. Pesquisas sugerem melhora no sono e leve redução da ansiedade, especialmente em indivíduos com deficiência de magnésio. Não há consenso sobre ondas de calor ou peso.

Qual a forma mais adequada? Citrato e glicinato costumam ter boa absorção, enquanto o óxido é menos eficiente. Doses elevadas podem causar diarreia e afetar o coração. Pessoas com doença renal devem evitar sem orientação médica.

Cogumelos juba de leão

O cogumelo juba de leão é promovido para melhorar a clareza mental. Estudos em animais indicam estímulo à neurogênese e benefício para o hipocampo. Ensaios em humanos são numerosos, mas com resultados mistos, sem foco específico em mulheres na menopausa.

Caso considere usar, o suplemento costuma ser bem tolerado, mas alergias a fungos são uma exceção. Ainda assim, evidências em mulheres na menopausa são limitadas.

Creatina

A creatina já é amplamente estudada em homens; recentes pesquisas indicam benefícios para mulheres na perimenopausa e menopausa. Em 14 semanas, houve ganho de força na região inferior do corpo e melhoria do sono em perimenopausa.

Na pós-menopausa, os resultados aparecem com menor consistência. Revisões indicam benefício curto prazo na força, mas efeito a longo prazo é incerto. A creatina pode ajudar a memória, foco e humor, mas faltam dados específicos.

Quem pode tomar? Em geral é considerada segura, salvo pacientes com doença renal que devem consultar um médico previamente.

Colágeno

Colágeno é promovido para saúde da pele, articulações e ossos. Estudos indicam que a suplementação diária na pós-menopausa elevou, de forma modesta, a densidade mineral óssea em comparação ao placebo. Pode aliviar rigidez articular, especialmente em osteoartrite.

A variação entre produtos é grande, o que dificulta a interpretação dos resultados. Colágeno hidrolisado costuma ter melhor absorção e maior potencial de chegar a tecidos. Efeitos colaterais são raros, com ressalva para doenças hepáticas ou renais.

O que a ciência diz

Em resumo, magnésio e creatina mostram potenciais benefícios, especialmente para sono, ansiedade, força e memória, mas faltam evidências robustas em todas as fases da menopausa. Colágeno pode contribuir para ossos e articulações, com resultados ainda modestos.

Os suplementos costumam ter custo elevado e qualidade variável. A decisão deve considerar evidências disponíveis e orientação médica, especialmente para condições de saúde pré-existentes.

Orientação prática

Práticas de estilo de vida, como exercícios de força, sono adequado, alimentação balanceada, redução de álcool e manejo do estresse, são indicadas para a saúde a longo prazo na menopausa. Essas medidas complementam eventuais suplementos.

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