Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Névoa viva abriga bactérias que ajudam a purificar o ar de poluentes

Gotículas de neblina abrigam bactérias vivas que crescem e degradam formaldeído, sugerindo purificação do ar e impactos na qualidade atmosférica

Bactérias vivendo na neblina ajudam a remover toxinas perigosas presentes na atmosfera. (Imagem: Getty Images via Canva)
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo publicado na revista mBio mostra que gotículas de neblina abrigam bactérias vivas capazes de crescer e degradar poluentes, como o formaldeído.
  • Amostras coletadas na Pensilvânia revelaram milhões de microrganismos em água suspensa no ar, mesmo que menos de 1% das gotículas contenham bactérias.
  • Um grupo abundante foi o das metilobactérias, que consomem carbono simples e utilizam o formaldeído como fonte de energia.
  • A presença de microrganismos na neblina pode influenciar a qualidade do ar, reações químicas atmosféricas e modelos climáticos.
  • A descoberta levanta questões sobre coleta de neblina para água potável, já que a água pode conter microrganismos e exigir tratamento adequado antes do consumo.

A névoa, além de vapor visível, abriga um ecossistema microscópico. Pesquisa publicada na mBio mostrou que gotículas de neblina contêm bactérias vivas capazes de crescer e se multiplicar no ambiente úmido.

Estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona analisou amostras de neblina coletadas na Pensilvânia. Os cientistas encontraram milhões de microrganismos em pequenas porções de água suspensa no ar.

Eles observam que menos de 1% das gotículas continham bactérias, mas o total é expressivo devido ao grande volume de partículas de água na neblina. As descobertas sugerem atividade biológica ativa no ar.

Principais achados

  • Bactérias vivas presentes nas gotículas de neblina.
  • Crescimento e multiplicação dos microrganismos no ambiente úmido.
  • Degradação de poluentes como formaldeído pelas bactérias.
  • Possível influência da neblina na qualidade do ar e no clima.

Os cientistas identificaram o grupo *metilobactérias* entre os mais abundantes, conhecidas por consumir carbono simples, incluindo o formaldeído, poluente associado ao smog. A presença indica uso de energia pelas bactérias.

Ao analisar as amostras em laboratório, verificou-se que as bactérias não apenas sobreviveram, mas realmente cresceram usando o formaldeído como fonte de carbono e energia. A observação aponta a neblina como habitat ativo.

Implicações para ar, clima e saúde

A pesquisa sugere que microrganismos na neblina podem influenciar reações químicas atmosféricas ainda pouco compreendidas, afetando a qualidade do ar e a formação de poluentes. Modelos climáticos podem precisar considerar esse papel biológico.

Também levanta questões sobre a coleta de neblina para água potável, prática adotada em várias regiões. A água coletada pode conter microrganismos, exigindo tratamento adequado antes do consumo.

Perspectivas e próximos passos

Os resultados ampliam o entendimento sobre nuvens e neblina na atmosfera. Pesquisas futuras devem avaliar a frequência dessas bactérias em diferentes regiões e condições climáticas, além de impactos ambientais a longo prazo.

A descoberta reforça a ideia de que ambientes aparentemente simples abrigam sistemas biológicos complexos. Pequenas gotículas suspensas no ar podem desempenhar funções relevantes no equilíbrio ambiental.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais