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Ozempic natural existe? Alimentos que viralizaram nas redes

Especialistas alertam que Ozempic natural não substitui medicamento; glucomanano e psyllium oferecem saciedade modesta e apresentam riscos

Veja os alimentos com fibras
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  • O termo “Ozempic natural” viraliza nas redes para descrever alimentos e substâncias que prometem saciedade e perda de peso rápida, com destaque para glucomanano e psyllium.
  • O glucomanano é uma fibra da raiz Amorphophallus konjac que, ao entrar em contato com água, forma gel que aumenta o volume do conteúdo gástrico e atrasa o esvaziamento do estômago; não é aprovado pela Anvisa como suplemento, sendo classificado apenas como aditivo alimentar.
  • Entre os benefícios atribuídos ao glucomanano estão controle do apetite, auxílio na redução calórica, regulação intestinal, suporte metabólico e estabilização de índices glicêmicos; porém, não substitui medicamentos para obesidade.
  • O psyllium, derivado da planta Plantago ovata, também forma gel no trato digestivo e ajuda na saúde cardiovascular e na regulação do trânsito intestinal; a comparação com a semaglutida é considerada propaganda enganosa por profissionais de nutrição.
  • Outros itens citados como aiding saciedade incluem chia, aveia, berberina e linhaça; riscos do uso indiscriminado de fibras envolvem obstrução intestinal, má absorção de outros fármacos e desconforto gástrico, devendo haver hidratação adequada e acompanhamento profissional.

O termo Ozempic natural ganhou destaque nas redes sociais, usado para indicar substâncias e alimentos que prometem saciedade e perda de peso rápida. A expressão viralizou como uma suposta alternativa aos medicamentos para obesidade, levantando dúvidas sobre eficácia e segurança.

Especialistas alertam para o risco de comparar alimentos comuns a fármacos. Embora fibras como glucomanano e psyllium ofereçam benefícios à saúde, não atuam pelos mesmos mecanismos de ação que os remédios usados no tratamento da obesidade.

O que é o glucomanano

O glucomanano é uma fibra solúvel extraída da raiz Amorphophallus konjac. Ao entrar em contato com a água, forma um gel que aumenta o volume do conteúdo estomacal e retarda o esvaziamento.

A Anvisa não o classifica como suplemento alimentar; é considerado apenas aditivo alimentar. Não há autorização para venda como suplemento dietético.

Benefícios atribuídos

Entre os supostos benefícios estão controle do apetite, redução da ingestão calórica e melhoria da regulação intestinal. Também há menção de efeitos positivos na glicose e no colesterol LDL, além de menor sensibilidade à insulina.

O papel do psyllium

Derivado de Plantago ovata, o psyllium também forma gel viscoso. Indica auxílio à saúde cardiovascular e à regulação do trânsito intestinal, porém sem efeitos semelhantes aos de semaglutida, segundo especialistas.

Thaís Sarian, nutricionista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, considera a comparação com a semaglutida um erro. O psyllium teria efeito discreto na saciedade e nenhum suplemento substitui medicamento.

Outros alimentos mencionados

Também aparecem na lista: semente de chia, aveia, berberina e linhaça. Essas fibras e componentes podem promover saciedade, mas não substituem tratamento médico.

Riscos e precauções

O uso indiscriminado de fibras solúveis pode causar obstrução intestinal se a hidratação for insuficiente. Excesso pode atrapalhar a absorção de outros medicamentos e provocar desconfortos gástricos.

É essencial consumir fibras com água, aumentando a ingestão líquida. Mudanças no peso devem ocorrer com acompanhamento profissional e mudanças no estilo de vida.

A obesidade é uma doença complexa. Nenhum alimento isolado garante perda de peso sustentável sem orientação médica. Consulte um profissional para orientar escolhas alimentares.

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