- Prosper Chanda, de dezoito anos, da Zâmbia, desenvolve o PUPE, uma equação que busca prever como os sistemas atmosféricos evoluem, para melhorar a previsão do tempo.
- O modelo usa condições iniciais, como velocidade do vento, de fontes existentes (satélite e medições em terra), para gerar um caminho determinístico de evolução, diferente de modelos tradicionais que costumam apresentar várias probabilidades.
- Chanda foi selecionado entre quatro equipes africanas para a Earth Prize, que reconhece jovens de treze a dezenove anos com soluções inovadoras para desafios ambientais.
- A ideia depende da qualidade dos dados de entrada: erros ou incertezas podem afetar a acurácia, e o objetivo é complementar, não substituir, sistemas de previsão existentes.
- Afinal, houve menção a uma equipe queniana finalista; a votação pública para a edição global da Earth Prize ocorre de dezoito a vinte e sete de maio.
Prosper Chanda, de 18 anos, de Kasama, no norte da Zâmbia, busca transformar previsões climáticas por meio de física teórica. Ele desenvolveu a PUPE, “Prosper’s Unified Position Equation”, para estimar como sistemas atmosféricos evoluem. O objetivo é melhorar previsões locais de tempo.
A iniciativa levou Chanda a ser finalista do Earth Prize, que premia jovens de 13 a 19 anos com soluções ambientais inovadoras. Além dele, quatro equipes africanas integram a lista de finalistas deste ano. O prêmio é concedido por uma fundação com sede na Suíça.
A PUPE utiliza condições iniciais como velocidade do vento, fornecidas por satélites e medições em solo, para gerar um caminho determinístico de evolução de eventos climáticos, incluindo trajetórias de ventos e tempestades. O modelo difere de abordagens probabilísticas tradicionais.
Segundo o jovem pesquisador, a qualidade do modelo depende da qualidade dos dados de entrada. Erros ou incertezas nas condições iniciais podem comprometer os resultados, o que ele admite como limitante do método. O objetivo é complementar sistemas já existentes, não substituí-los.
A PUPE tem apoio de entidades acadêmicas e da Earth Foundation. Charlotte Tucker, responsável pela comunicação da instituição, destacou a inovação do projeto e o contexto de Chanda, que atua com infraestrutura limitada. A iniciativa é vista como atendimento a uma necessidade local.
Além disso, uma equipe de estudantes do Quênia desenvolveu um filtro de baixo custo para exaustão de veículos, também selecionada para a rodada final da África. A votação global para a edição final do Earth Prize acontece entre 18 e 27 de maio.
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