- No Brasil, 22% das micro e pequenas empresas não contam com nenhuma medida interna de segurança, aumentando a dependência dos meios de pagamento utilizados.
- Em 2024, o e-commerce registrou 2,8 milhões de tentativas de fraude com cartão, com perdas potenciais de até R$ 3 bilhões.
- Fraudes acontecem em três camadas: contra o consumidor (pagou por algo que não existiu), contra o lojista (friendly fraud/auto‑fraude) e entre ambos (fraude sistêmica envolvendo dados de terceiros).
- O 3D Secure (3DS) é um protocolo de autenticação que envolve o banco emissor e reduz o risco, transferindo parte da responsabilidade de validação e chargebacks para o emissor.
- A adoção do 3DS no Brasil é limitada: ainda há etapas de implementação pelos bancos e preocupação com a fricção na jornada de compra, mas pode aumentar a aprovação de transações e reduzir perdas para lojistas.
No Brasil, pesquisas apontam vulnerabilidade de micro e pequenas empresas para golpes digitais. Dados da Opinion Box, encomendados pela Fiserv, indicam que 22% dessas empresas não possuem medidas internas de segurança, deixando a proteção a cargo apenas dos serviços de pagamento.
Em termos de fraude no cartão, o país registrou 2,8 milhões de tentativas em 2024, segundo o Mapa da Fraude da ClearSale. O prejuízo potencial atingiu cerca de 3 bilhões de reais, conforme levantamento citado pelo fundador da Glin, Pedro Souza.
Segundo Souza, as fraudes com cartão se distribuem em três camadas. Vítimas diretas pagam por produtos inexistentes, com golpes como sites falsos e phishing. Em lojas, a principal ameaça é a autofraude, quando o cliente contesta a cobrança após receber o produto.
Há ainda fraudes que atingem ambos os lados: o titular usa dados de terceiros para compras legítimas, o lojista entrega o item e o banco estorna o valor após a contestação. O cenário é descrito como de alto impacto sistêmico.
3D Secure (3DS)
O 3D Secure é apresentado como aliado na proteção de pagamentos online, especialmente em transações internacionais. O protocolo envolve validação pelo banco emissor, que pode aprovar silenciosamente ou exigir confirmação do portador.
Com o 3DS, a responsabilidade por chargebacks passa a recair sobre o emissor, reduzindo perdas para o lojista. A prática, porém, ainda tem adoção desigual no Brasil, aponta Souza, por implementação parcial dos bancos emissores e pela ausência de obrigatoriedade legal.
O comportamento do e-commerce brasileiro, com foco na conversão, é citado como fator de resistência ao 3DS. A solução adiciona etapas na jornada de compra, o que pode aumentar o abandono de carrinho, ainda que muitas autenticações ocorram de forma silenciosa.
A Glin utiliza o 3DS em duas frentes: como camada de segurança e como ferramenta de recuperação de receita. O modelo é híbrido, com aplicação do 3DS conforme classificação de merchant e perfil da transação.
Na prática, a empresa realiza uma segunda tentativa com o 3DS obrigatório quando o processador recusa a transação por risco, aumentando as chances de aprovação. Assim, transações que poderiam ser perdidas passam a ter chance de validação pelo emissor.
Segundo Souza, o uso do 3DS na Glin resultou em taxas de aprovação superiores a 90% desde a implementação, há mais de um ano. O benefício é duplo: proteção contra fraude e impulso de vendas.
Para conhecer melhor a abordagem, a Glin recomenda a leitura de conteúdos sobre 3DS em seu site institucional. A ferramenta é apresentada como estratégia de proteção e recuperação de receita no ecossistema de pagamentos digitais.
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