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Trem maglev supera avião em velocidade, liga Pequim a Xangai em 1 hora

T-Flight: maglev em tubos de baixa pressão pode ligar Pequim a Xangai em aproximadamente 1h15, redefinindo deslocamentos entre megacidades

Terminal Maglev Central contrasta com aeroporto distante e mostra ganho de tempo
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  • O trem de levitação magnética chinês T-Flight busca atingir mil quilômetros por hora em tubos de baixa pressão, com ímãs supercondutores e motores lineares embutidos no trilho-guia.
  • A proposta pretende encurtar rotas entre megacidades, como Pequim e Xangai, com embarque central e sem filas de segurança, estimando cerca de 1 hora e 15 minutos de viagem entre as duas cidades.
  • Os testes envolvem a Universidade Jiao Tong do Sudoeste e a empresa CASIC, que analisam a combinação de levitação magnética com baixa pressão como caminho para sustentar 1.000 km/h com consumo viável.
  • Hoje, a viagem entre Pequim e Xangai dura cerca de quatro horas e meia de trem; o voo dura em torno de duas horas, mas o tempo porta a porta costuma ficar acima de quatro horas.
  • A demonstração pública está prevista para 2026, ainda sem operação comercial; a abertura para passageiros depende de aprovação regulatória e da conclusão da primeira linha comercial, que pode levar mais cinco anos.

O trem que não toca os trilhos pode alcançar 1000 km/h usando levitação magnética em tubos de baixa pressão. O projeto chinês T-Flight pretende encurtar trajetos entre megacidades e reduzir o tempo de viagem de forma expressiva.

A ideia é operar em tubos selados com pressão atmosférica reduzida, eliminando o atrito com o solo. A levitação magnética usa ímãs supercondutores e motores lineares embutidos no trilho, permitindo que o trem se mova sem contato mecânico.

O objetivo é ligar Pequim a Xangai em cerca de 1 hora e 15 minutos, contra quase 4,5 horas hoje. A rota Beijing–Shanghai tem aproximadamente 1.200 km; hoje o tempo porta a porta costuma ficar acima de 4 horas tanto de trem quanto de avião.

Como o sistema funciona

Combinações de duas rupturas definem o diferencial. A primeira é a levitação magnética com íons supercondutores, que reduz o atrito entre o veículo e o trilho. A segunda é o tubo de baixa pressão que reduz o arrasto aerodinâmico, aumentando a viabilidade energética.

Testes conjuntos pela Universidade Jiao Tong do Sudoeste e pela CASIC indicam que a dupla ruptura permitiria manter 1.000 km/h com consumo energético viável. A demonstração pública está prevista para 2026, ainda sem operação comercial.

O que muda na prática

A diferença de tempo pode reconfigurar a logística de negócios entre megacidades. Reuniões no mesmo dia tornam-se viáveis, e o custo de deslocamento pode diminuir com o menor tempo de viagem. Infraestrutura tem alto custo, mas benefícios sistêmicos são apontados como justificativa.

Caso o cronograma seja cumprido, a primeira linha comercial pode levar mais cinco anos para entrar em operação. A expectativa é de que o projeto gere avanços significativos em transporte de alta velocidade, ainda que precise de aprovação regulatória.

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