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Vigorexia: obsessão por músculos pode configurar distúrbio de saúde

Distúrbio de percepção corporal leva à obsessão por massa muscular, com padrões compulsivos que afetam saúde, treino e vida social

Homem fazendo musculação em academia
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  • A vigorexia, também chamada de transtorno dismórfico muscular, é uma obsessão pelo ganho de massa muscular, levando a pessoa a se sentir fraca mesmo com o corpo já musculoso.
  • A condição envolve treinos excessivos, dietas muito restritivas e, em alguns casos, uso de substâncias como esteroides, com risco de lesões e isolamento social.
  • Especialistas comparam a vigorexia a distúrbios de percepção corporal: quem tem o transtorno acredita nunca ser musculoso o bastante.
  • O diagnóstico é clínico, feito por psiquiatra ou psicólogo, que avalia comportamento, autoimagem e impactos na rotina.
  • O tratamento é multidisciplinar, incluindo psicoterapia (terapia cognitivo-comportamental), acompanhamento psiquiátrico, orientação nutricional e monitoramento de treino.

A vigorexia, ou Transtorno Dismórfico Muscular, é um distúrbio que afeta a percepção do corpo e pode levar a uma obsessão pelo ganho de massa muscular. Pessoas com esse transtorno se veem como fracas, mesmo com físico desenvolvido.

O impacto é multifacetado: a autoestima oscila entre insatisfação constante e padrões de comportamento compulsivos. Exercícios excessivos, dietas rígidas e, em alguns casos, uso de substâncias como anabolizantes são comuns entre os acometidos.

Especialistas destacam que a vigorexia envolve distorção da imagem corporal, com comparação constante e busca por perfeição. O comportamento pode isolá-la socialmente e prejudicar a saúde física devido a lesões e fadiga.

A observação clínica aponta sinais-chave: treinos compulsivos, controle extremo da alimentação, insatisfação permanente com a aparência e uso de substâncias para aumentar a massa muscular. O impacto na vida social é frequente.

Além do aspecto físico, o transtorno pode desencadear ansiedade, depressão e isolamento. A diferença em relação a outros transtornos alimentares é o viés oposto, buscando mais musculatura do que peso.

O diagnóstico é clínico, feito por psiquiatra ou psicólogo. Avalia comportamento, imagem corporal e consequências na rotina, com possíveis comorbidades como depressão ou TOC.

O tratamento requer equipe multidisciplinar: psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico, orientação nutricional e supervisão de educação física. A iniciativa visa equilíbrio entre corpo, saúde mental e bem-estar.

Na prática, a terapia ajuda a reorganizar a relação com a imagem corporal. Em casos graves, meds podem ser usados para ansiedade ou depressão, complementando o suporte nutricional e físico.

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