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Anvisa pode aprovar polilaminina em dois anos

Pesquisadora afirma que polilaminina pode ter aprovação da Anvisa em dois anos, se resultados clínicos forem positivos, com estudos em andamento

Medicamento, inédito no mundo, que devolve movimento a pacientes com lesão na medula - (crédito: Divulgação/Cristália)
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  • A pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, afirmou que a polilaminina pode obter aprovação da Anvisa em dois anos, se os resultados clínicos forem positivos.
  • A previsão foi feita durante o São Paulo Innovation Week, festival de tecnologia e inovação realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos.
  • Em janeiro, a farmacêutica Cristália recebeu autorização da Anvisa para a primeira fase do ensaio clínico, que avalia a segurança; as fases 2 e 3 verificam eficácia e dose.
  • O estudo atual é piloto com oito participantes e sem grupo controle; há críticas de especialistas e propostas de opções como grupo controle pareado ou universal.
  • Tatiana ressaltou os altos custos dos estudos clínicos e a necessidade de apoio da indústria farmacêutica para avanços na pesquisa.

A pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, acredita que a polilaminina pode receber aprovação da Anvisa em dois anos, caso os resultados clínicos sejam positivos. A molécula é estudada para o tratamento de lesões medulares.

A previsão foi compartilhada durante o São Paulo Innovation Week, festival de tecnologia organizado pelo Estadão e Base Eventos. Sampaio participou do painel sobre descobertas científicas emergentes.

Segundo ela, a Cristália recebeu autorização da Anvisa para a primeira etapa do ensaio clínico, que avalia a segurança do composto. O estudo já está em andamento, com fases subsequentes visando eficácia e dosagem.

A ideia é que a empresa farmacêutica e o grupo de pesquisa possam buscar o registro da molécula antes de concluir a fase 3, dependendo dos resultados das etapas anteriores.

Detalhes da pesquisa clínica

A explicação sobre as fases da pesquisa clínica é essencial para entender a timeline. Fase 1 testa segurança em poucos voluntários, Fase 2 analisa segurança, eficácia e dose, Fase 3 envolve grandes grupos, e Fase 4 monitora segurança após aprovação.

Tatiana destacou que os custos elevados dos estudos clínicos dependem do apoio da indústria farmacêutica para avançar. Ela ressalta a necessidade de encontrar modelos que viabilizem o investimento em novas drogas.

Grupo controle e críticas

A polilaminina foi estudada em um piloto acadêmico com oito participantes, sem grupo controle. Especialistas questionaram esse formato, solicitando cautela na interpretação dos resultados.

A pesquisadora defende que, em lesões medulares, é difícil estabelecer grupos controle devido à necessidade de aplicação rápida do tratamento após a lesão e à pequena base de casos.

Ela citou alternativas metodológicas, como grupo controle pareado em grandes coortes internacionais, para comparar pacientes com características semelhantes. Também mencionou a discussão de um grupo controle universal.

Contexto do evento

O São Paulo Innovation Week reúne especialistas nacionais e internacionais em áreas diversas, com mais de 2 mil palestrantes em três dias. O evento ocorre no Pacaembu e na Faap, em São Paulo, até esta sexta-feira.

Entre os temas estão ciência, saúde, educação, agronegócio, finanças, mobilidade e sustentabilidade. O festival inclui debates e experiências imersivas, além de side events gratuitos nos CEUs da cidade.

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