- A Anvisa decidiu, por unanimidade, restabelecer parte das medidas cautelares contra a Ypê, suspendendo fabricação, venda, distribuição e uso dos produtos atingidos.
- Por outro lado, a diretoria manteve suspenso, temporariamente, o recolhimento dos produtos já distribuídos, condicionando o recall a um plano de mitigação de riscos apresentado pela fabricante.
- O diretor-presidente Leandro Safatle votou pela retirada do efeito suspensivo sobre fabricação, comercialização, distribuição e uso, mas defendeu a continuidade temporária do recolhimento.
- A decisão se baseia em risco sanitário elevado devido a falha sistêmica de boas práticas de fabricação e recorrência de desvios microbiológicos, que podem comprometer a segurança dos produtos.
- O recall só ocorrerá após a Anvisa revisar e aprovar um plano de mitigação de riscos, com critérios de rastreabilidade, monitoramento pós-mercado, comunicação de risco e destinação adequada dos itens.
A Diretoria Colegiada da Anvisa decidiu manter parte das medidas cautelares contra a Ypê, relacionadas a suspeita de contaminação microbiológica em produtos líquidos. A decisão ocorreu nesta sexta (15) e foi tomada por unanimidade.
Com o voto do diretor-presidente e relator, Leandro Safatle, a Anvisa retirou parcialmente o efeito suspensivo sobre a fabricação, venda e uso dos itens atingidos pela Resolução RE nº 1.834/2026. O recolhimento, porém, permanece suspenso por ora.
A decisão também foi acompanhada pelos diretores Thiago Campos, Daniela Marreco e Daniel Pereira, que compuseram o colegiado na sessão. A reunião ocorreu na 1ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria em 2026.
Contexto da decisão
Safatle afirmou que há risco sanitário elevado devido a falhas sistêmicas nas boas práticas de fabricação. O relator citou recorrência de desvios microbiológicos e a atual impossibilidade de garantir a conformidade dos produtos no mercado.
A manutenção temporária do recolhimento depende de um plano de mitigação de riscos apresentado pela Ypê. O documento deverá incluir rastreabilidade, monitoramento pós-mercado, comunicação de risco e destinação adequada.
Implicações imediatas
Com a decisão, volta a vigorar a suspensão de fabricar, comercializar, distribuir e usar os produtos atingidos. A fabricante não poderá produzir ou colocar itens no mercado enquanto as medidas vigentes persistirem.
O recolhimento obrigatório dos lotes já distribuídos continua suspenso, até avaliação e aprovação pela Anvisa de um plano logístico detalhado. A agência exigirá critérios de rastreabilidade e mecanismos de decisão para o recall.
O que muda para consumidores
Até haver novo posicionamento, consumidores com produtos dos lotes afetados devem interromper o uso. A Anvisa orienta acompanhar canais oficiais para informações atualizadas sobre o plano de mitigação.
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