Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cientistas argentinos discutem o que se sabe sobre a cepa Andes do hantavírus

Transmissão entre humanos é rara, exigindo contato próximo por trinta minutos; Argentina registra 102 casos em doze meses, quase o dobro do período anterior

Técnica de laboratório analisa amostras de DNA no Laboratório de Genética e Evolução Populacional da Faculdade de Ciências Exatas, Físicas e Naturais em Córdoba, Argentina
0:00
Carregando...
0:00
  • A cepa Andes do hantavírus circula na Patagônia argentina e no Chile, transmitida por roedores; a transmissão entre humanos é rara e ocorre apenas com contato próximo de menos de um metro por cerca de trinta minutos.
  • Na Argentina, foram registrados 102 casos em doze meses, quase o dobro do período anterior (57).
  • O transmissor na região é o rato-de-cauda-longa (Oligoryzomys longicaudatus); fatores ambientais como chuvas associadas ao El Niño podem aumentar a disponibilidade de alimento e a população de roedores.
  • Em transmissões entre pessoas, não há evidência de mutação recente tornando a cepa Andes mais contagiosa; o episódio humano ocorre, mas é excepcional.
  • Pesquisas recentes envolvem Ushuaia, com equipes do Malbrán para investigar o papel do roedor local, em meio a uma campanha epidemiológica que vai de junho a junho.

O hantavírus da cepa Andes circula na Patagônia, na Argentina, e no Chile, transmitido principalmente por roedores selvagens. O surto recente relacionado ao navio MV Hondius revelou uma capacidade de transmissão entre humanos em situações excepcionais.

Em Argentina, o principal transmissor é o rato-de-cauda-longa, Oligoryzomys longicaudatus. A entrada do vírus em ambientes fechados facilita a exposição por saliva, urina ou fezes de roedores infectados.

Especialistas destacam que chuvas intensas associadas ao El Niño podem aumentar a disponibilidade de alimento para roedores, elevando o número de animais e as chances de contato com trabalhadores rurais. Contudo, transmissão entre pessoas continua atípica.

Transmissão entre humanos

A CDC argentina e pesquisadores afirmam que a transmissão de humano para humano é rara e demanda contato próximo de menos de um metro por cerca de 30 minutos. Não se trata de uma dinâmica típica de pandemias.

A infectologista María Ester Lázaro aponta que o cenário de contágio entre pessoas não depende de fatores ambientais reconhecidos, diferentemente do contágio inicial envolvendo roedores. Em geral, o evento é exceção.

Cenário na Argentina

O epidemiologista Rodrigo Bustamante reforça que a transmissão entre humanos não é regra, apenas um evento excepcional. Ele ressalta que o hantavírus Andes é menos transmissível que a Covid-19 ou a gripe.

O país registrou 102 casos de hantavírus em 12 meses, quase o dobro dos 57 do período anterior. Pesquisas do Malbrán visam esclarecer se há variações locais da cepa que expliquem o aumento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais