- Cientistas identificaram um novo tipo de clatrato dentro da trinitita, resíduo do teste nuclear Trinity realizado em 1945.
- O cristal encontrado na versão chamada “trinitita vermelha” é composto principalmente por silício, cálcio e cobre e funciona como uma gaiola que aprisiona moléculas.
- É a primeira vez que um clatrato é detectado em resíduos sólidos de uma explosão nuclear.
- O estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, analisou fragmentos da trinitita para entender sua estrutura sob condições extremas.
- Os autores destacam que eventos de alta energia podem gerar matéria cristalina inesperada e ajudam a testar modelos estruturais além da síntese convencional.
Cientistas identificaram um cristal raro formado nos resíduos do teste nuclear Trinity, realizado em 1945. O material apareceu em fragmentos de trinitita, vidro criado pela explosão no deserto do Novo México.
O estudo, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, analisa a versão vermelha da trinitita, rica em metais da estrutura de teste. Os pesquisadores identificaram um novo tipo de clatrato dentro do material.
O clatrato funciona como uma espécie de gaiola que prende átomos ou moléculas em cavidades da sua estrutura, especialmente em ambientes extremos e por tempo muito curto.
Segundo os autores, é a primeira vez que um clatrato é identificado entre resíduos sólidos produzidos por uma explosão nuclear. O composto envolve principalmente silício, cálcio e cobre.
Os pesquisadores destacam que o achado mostra como eventos de alta energia criam fases cristalinas incomuns e ajudam a testar modelos sobre materiais formados sob condições extremas.
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